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Bacalhau – Um Sabor Português: O declínio entre os Séculos XVIII e XIX

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Entre Ingleses e Franceses na Terra Nova

Iniciada a ruína no domínio da pesca na ‘rota do bacalhau’ pelos portugueses e bascos, as frotas inglesas e francesas, cujos estados competiam ferozmente pelo domínio dos territórios da Terra Nova, expandem-se e tomam o controlo, assumindo a disputa do mercado do bacalhau até às primeiras décadas do século XX.


Bacalhau à João do Porto

Chefe Hélio Loureiro

Ingedientes

  • 4 lombos de bacalhau demolhado Lugrade
  • 4 ovos cozidos
  • 3 dl de azeite Valle Madruga
  • 2 cebolas cortadas às rodelas finas
  • 2 dentes de alho
  • 50 g de salsa picada
  • Sal Marinho Rui Simeão

Preparação

Grelhe o bacalhau, embrulhe-o num pano húmido e reserve.

Pele as batatas ainda mornas e corte-as às rodelas grossas; corte os ovos em rodelas e junte-os às batatas numa travessa funda.

Leve ao lume o azeite com o alho esmagado, junte-lhe a cebola e retire do lume.

Coloque o bacalhau sobre as batatas e regue com o azeite bem quente.

Salpique com salsa picada.

Bacalhau à João do Porto – Versão para Impressão

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No entanto, após a restauração da República, e com o Tratado de Utreque, em 1713, em que a França cede à Inglaterra a ilha da Terra Nova, reforçou-se a hegemonia britânica nos circuitos mercantis, já sentida.

É então que Portugal e Espanha “consolidaram a condição de grandes importadores”, o que levou Portugal a iniciar a sua dependência dos mercados externos, apenas alterado a partir de 1934.

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Esta dependência comercial teve um forte domínio do mercado inglês, desde início do século XVII que dominava o abastecimento do mercado nacional, impedindo de forma ‘engenhosa’ a produção nacional, o que levou os portos de Lisboa, Porto, Viana, Figueira, Aveiro e Caminha a importar o “bacalhau inglês”.

“Portugal regressa aos bancos, em 1835, após duas décadas de interregno”, relançado pela Associação Mercantil Lisbonense, que “recorrendo a embarcações e tripulação inglesas, cria em 1835 a Companhia de Pescarias Lisbonense” que aproveitou a “temporária abolição do imposto sobre o pescado da pesca longínqua em 1830” e que durou até 1842, no entanto esta veio a extinguir-se em 1857.

No entanto, apesar deste primeiro ‘impulso marítimo’ Portugal só regressou às águas da Terra Nova com maior regularidade, a partir de 1866, com duas empresas a monopolizarem a pesca do bacalhau até 1901, pois tinham sido as únicas a beneficiar da “redução do ‘imposto do pescado, prevista na portaria de 1886”.

Surgiram entretanto outras companhias, como a “Bensaúde & C.ª e a A. Mariano & Irmão, também elas importantes no crescimento desta actividade em Portugal”.


 

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