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NA ROTA DOS VINHOS DE LISBOA 3: DOC ÓBIDOS – Cadaval

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ROTEIROS

(clique nos mapas para ampliar)

Como nota inicial de referir que ambos os produtores estão dentro do DOC Óbidos, mas ambos engarrafam ou com Indicação Geográfica (IG) ou como Regional de Lisboa.

PANIFICADORA DA VERMELHA

O dia iniciou-se com uma pequena passagem de relance pelo Pão da Vermelha. Um pão emblemático, um pouco diferente do produzido um pouco mais a sul, o pão saloio, mas com uma textura e um equilíbrio tremendos, bastante fofo e de sabor de pão de quem o sabe cozer.

Todos os dias vemos na capital e em outras cidades as carrinhas com Pão da Vermelha em ritmo desenfreado para que o consumidor tenha dos melhores pães fabricados na região de Lisboa.

Após este pequeno aperitivo chegamos à Adega da Vermelha que produz o vinho leve mais emblemático e mais vendido da Região dos Vinhos de Lisboa: o Mundus, do qual já falei. Basta seguir por AQUI! 

Adega Cooperativa da Vermelha

A visita foi muito bem conduzida pela Catarina Siopa que entre enchimentos, barris e tanques de inox de estágio mostrou bem a dinâmica que por aqui impera, e aguarde porque de longe se limita a produzir vinho leve. Tem uns tintos muito frescos, próprio de solos argilosos com algum calcário, taninosos, interessantes com alguns anos de garrafa, e brancos crocantes, de acidez viva, fresquíssimos e que merecem ser conhecidos.

Os Mundus Leves são típicos vinhos de piscina ou esplanada. Verão lá vêem os petiscos como caracóis, amêijoas, camarões cozidos, até umas moelas vão extraordinariamente bem com estes vinhos leves, de baixo teor alcoólico, mas que revelam bastante intensidade. Apelam ao grupo de amigos.

Além de tudo mais a Adega da Vermelha dispões de loja próprio onde o visitante poderá adquirir alguns dos seus vinhos. Venha daí, porque há mais para mostrar aqui na zona do concelho do Cadaval!

O Pirilampo Restaurante Snack-Bar

É uma casa pequena, mas com um espaço simpático, confortável, de bom serviço à mesa e com o detalhe de ter bons copos.

O vinho que servem à pressão é produzido pela Adega da Vermelha e até neste aspeto há o detalhe de serem usados flutes!

O pão claro está, é da Vermelha! Excelentes azeitonas, muito bem temperadas.

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Foram servidos uma fresquíssima dourada grelhada para um lado, e um polvo assado no forno para outro. Tudo guarnecido com a excelente batata do Oeste e couve lombarda. Estava tudo muito bem confecionado e no ponto!

Não são necessários luxos para sairmos satisfeitos. Até uma próxima meus amigos!

Adega Cooperativa do Cadaval

Menos conhecida que a Adega da Vermelha, mas fica uma curiosidade: são quem fornece o Patriarcado de Lisboa. E que pecado pequeno cometem! só surpreende quem não conhece e quem não prova.

O mais emblemático é o seu Moscatel Leve Branco que foi medalha de prata no Concurso de Vinhos de Portugal 2015 (seguir o link AQUI) 

Um outro seu leve rosé que fornece uma marca branca de uma grande superfície venceu também uma medalha de prata no Concurso Mundus Vini Springtasting 2015 (seguir o link AQUI

De resto temos uma Adega muito bem organizada, estruturada e com horizontes bem definidos.

Uma das apostas passa por espumantes, beneficiando de solo argiloso e clima atlântico, e sem surpresa têm caráter muito marcado e sabor atraente! Engarrafam atualmente perto de 25.000 garrafas.

Mas por agora ficamos por aqui. O importante foi vincar a importância desta zona do Cadaval.

Mais à frente irei novamente falar da Adega Cooperativa do Cadaval de forma mais detalhada e que entrará no meu Guia de Produtores de Vinho – Lisboa (seguir o link AQUI) .

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