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Na Rota da Bairrada: Aldeia Histórica de Ferreiros, Freguesia da Moita – Anadia

ALDEIA HISTÓRICA DE FERREIROS

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CAVES SÃO DOMINGOS

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CAVES DO SOLAR DE SÃO DOMINGOS – Descrição e História

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Moita é uma freguesia portuguesa do concelho de Anadia, com 34,18 km² de área e 2 484 habitantes (2011). A sua densidade populacional é de 72,7 hab/km².

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Na primeira reconquista, no ano de 943, o presbítero Pedro Bahalul vendeu a Igreja de São Cucufate, em Arcos, ao presbítero Daniel, sob condição deste a deixar ao Mosteiro de Lorvão. Confirma-se a sua permanência em Lorvão, por documentos da reconquista definitiva.

Em 1116, na restauração do mosteiro, por desanexação da Sé, encontra-se citada “ecclesiam beati Cucufati excepta parte episcopali”.

A região da Moita formou um concelho medieval, cuja sede era o lugar de Ferreiros. Recebeu, em Maio de 1210, carta de foral e couto, de D. Sancho I. No foral manuelino de 1514, porém, a designação das terras inicia-se pelo lugar de Cavalhais.

Ferreiros já era mencionados na primeira reconquista. As terras de Carvalhais na primeira reconquista. As terras de Cavalhais, Ferreiros, Ílhavo, Verdemilho (freguesia de Aradas) e Avelãs de Cima andaram unidas nas doações que os reis, delas, fizeram.

As primeiras doações, aos Borges, foram temporárias, e começaram mais cedo do que o que se encontra registado. D. Afonso V doou as terras a Rui Borges e, por morte deste, ao filho, Gonçalo Borges, que os genealogistas enumeram, quer como o primeiro, quer como o segundo Senhor da Casa dos Carvalhais, na linhagem dos Borges. Ao pai ou ao filho, corresponderá a arca tumular que se encontra na igreja.

O último Senhor a gozar destas terras da coroa, foi José Maria de Almeida e Castro de Noronha da Silveira Lobo, da décima terceira geração, primeiro e único a ostentar o título de conde Carvalhais.
* É a freguesia mais extensa do concelho, embora não seja a mais populosa.
Bento Lopes, na sua “Monografia do concelho de Anadia”, caracteriza a povoação, nessa época, como “situada numa pequena altitude de 250 metros, cercada de densos pinheirais, longe da poluição, servida por boa estrada, com vales e recantos verdadeiramente aprazíveis, é o sítio ideal para refazer o desgaste causado por uma vida afadigada, ansiosa e intensamente vivida”.

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Os Borges levantaram o seu paço no fundo do vale, na margem esquerda do ribeiro, a Casa de Carvalhais. Edifício de grande volume, apresenta notável fachada da primeira metade do séc. XVIII, ainda em linhas clássicas.
Sendo orago da igreja o apóstolo S. Tiago, o primitivo foi, como referido, até meados do século XIV, S. Cucufate. Na igreja existe uma lápide do século XII comemorando uma reconstrução desse tempo: invocando a Santíssima Trindade, diz que o templo fora edificado em honra de S. Cucufate na era de 1233 (ano vulgar de 1195).
O arcabouço da igreja pertence à segunda metade do séc. XVII. Trata-se de uma construção rural e corrente, de corpo e capela-mor, três capelas cavadas nos flancos do corpo, de fim devocional ou fúnebre das famílias locais. O púlpito está datado, na porta rectangular, de 1697. O retábulo principal e os dois colaterias são de madeira, em neo-clássico, do séc. XIX. Fecha o camarim do primeiro uma tela representando S. Tiago a adorar a Eucaristia, do séc. XIX. Ao lado esquerdo destaca-se a escultura do padroeiro, S. Tiago, vestido de peregrino, com pregueados grossos, de calcário, bastante regular, de oficina de Coimbra de meados do séc. XV. Ao lado contrário está a de S. Martinho, bispo, com uma criança aos pés em vez do pobre adulto, igualmente de calcário, da segunda metade do séc. XVI, obra coimbrã e corrente. Acima do arco-cruzeiro fixa-se pequeno baixo-relevo com o Calvário (Cristo, Virgem e S. João), obra secundária dos sécs. XV-XVI. Há esculturas avulsas de pedra, como a de Santo António, franciscano, sem menino, do séc. XV, de oficina coimbrã; e a de S. Vicente, diácono, com o barco e os corvos.

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A fachada, com a torre à esquerda, inspirou-se modestamente nos tipos setecentistas regionais. Um letreiro acima da porta indica o ano da reforma de 1853.
Na extremidade do adro posterior da igreja levanta-se um cruzeiro, datado de 1628.

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ORIGENS

O topónimo Moita tem derivação directa do arbusto “moita”, abundante na região, o qual ainda hoje predomina no ecossistema envolvente dominado pelo pinheiro bravo.
Até certa altura da Idade Média, a freguesia da Moita foi designada pelo seu antigo titular, São Cucufate, o mártir barcelonês do tempo de Diocleciano.

ALDEIA HISTÓRICA DE FERREIROS

Ferreiros é actualmente um lugar pertencente á freguesia da Moita, no concelho de Anadia. Mas foi vila e sede de concelho entre 1210 e o início do século XIX. Era constituído apenas pela freguesia de Moita e tinha, em 1801, 1 192 habitantes.

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Em cima temos o anexo de um documento valioso (para a aldeia de Ferreiros) escrito em 1708, de fácil leitura, pelo Padre António Carvalho da Costa, oferecido ao Rei D. João V.
Documento autenticado pela Biblioteca Nacional de lisboa.

Chama-se atenção para algumas curiosidades.


Ferreyros era do bispado de Coimbra, ficava a 5 légoas (30 kms) de Esgueira (hoje engolida pela cidade de Aveiro).
Lugares aldeias que ainda hoje existem e vem mencionados neste documento:
Fontemanha, Villa Nova (atual Vila Nova de Monsarros), Saide, Valdavi (atual Vale de Avim), Quintela dáquem (Quintela das Lapas).
Carvalhaes (atual Carvalhais) e onde existe o Paço de Cristovão de Almada.
Valdoazar das Pedreyras lugar onde passava a estrada real, atualmente há um ligeiro desvio da estrada que veio dar lugar à EN1/IC2 e tem o nome de Vendas da Pedreira. O lugar original chama-se Vale d’Azar tem 40 hectares de vinha do Campolargo de onde sai um dos seus vinhos com a marca do lugar precisamente Vale d’Azar. (Dados e documentos facultados pelo Sr. Alexandrino Amorim, das Caves São Domingos)


TERMAS DO VALE DA MÓ

Vale da Mó são umas termas de águas ferrosas, situadas na freguesia da Moita, concelho de Anadia, distrito de Aveiro.
É local de cura e repouso, dispondo de um estabelecimento de hidroterapia.
A classificação hidrológica destas águas é: Água Bicarbonatada Magnesiana Ferruginosa.
Trata-se de águas de rara ocorrência na natureza.

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A precipitação ocorre minutos após nascer, levando a que a água deva ser tomada na nascente.
Está indicada como terapia em estados anémicos e doenças de sangue, ajudando no restabelecimento dos índices sanguíneos normais. Exerce também efeitos: cardioprotector, termo-regulador, remineralizante.

Citadas por Frei Cristóvão dos Reis (1779).
A sua descoberta é atribuída ao Padre Manuel Almeida, que casualmente as descobriu em 1730. Este participou a sua descoberta a um irmão que era desembargador em Lisboa, onde a notícia rapidamente se espalhou, sendo então considerada das melhores águas férreas do país. A concorrência aumentou, recebendo mesmo a visita do ministro José Seabra (de D. João V), e foi sempre aumentando até 1862, diminuindo a partir dessa data até 1867, segundo informação dada aos Quesitos de 1867, citado por Acciaiuoli (1994,IV: 332-3)

A comprovar essa fama temos as referências anuais no Almanaque, publicação anual de grande divulgação no século XVIII.
Em 1912 foi feito o pedido de concessão. As análises químicas são da responsabilidade de Bonhorst (1912) e o relatório de reconhecimento de Torres (1916).
Na temporada de 1999 as termas foram encerradas por ordem do IGM e da Direcção Geral de Saúde, por falta de “ condições higiénicas”. Não havia sanitários e a velha buvete apresentava-se degradada.
No ano seguinte o concessionário, Osvaldo Martins, vendeu as termas à CM da Anadia pelo preço simbólico de 12.500$00.
Depois de várias obras, de que se encarregou a nova concessionária, as termas reabriram em 1 de Agosto de 2003.
Embora esta água “ferruginosa” seja sobretudo utilizada por ingestão, a Câmara Municipal projecta a construção de balneários ao fundo do terreiro, defronte da fonte, onde serão administrados alguns tratamentos balneoterápicos, para este tipo de águas. Não seria mais interessante especializar estas termas só em doenças de sangue, portanto na ingestão da água mineral. Porque não um restaurante dietético com um bar de provas de águas a explorar por alguém especialista nesta culinária, onde seria permitido desgostar uma única marca de vinhos da região da Bairrada. Em Coimbra existe uma confraria de águas que eventualmente poderá estar interessada nesta exploração.

FONTES DE FOTOS E DADOS: Caves do Solar de São Domingos, Rota da Bairrada, Junta de Freguesia da Moita, Termas de Portugal

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