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A Casta Tinta Rufete

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A Casta Tinta Rufete

Se existe a casta tinta Rufete e ainda continua a produzir vinhos de excelência, em primeiro lugar há que realçar o trabalho ímpar do Viticólogo, Eng Francisco Santos que recomendou a casta ao Prof. Virgílio Loureiro em Belmonte no projeto da Quinta dos Termos !

Mosto de Rufete. Imagem, Prof. Virgílio Loureiro
Mosto de Rufete. Imagem, Prof. Virgílio Loureiro

Atualmente e na mesma zona, o Eng Anselmo Mendes chegou e a partir também de vinhas velhas de Rufete começaram a produzir vinhos a partir desta casta.

Bem hajam a ambos pela ousadia. Necessitamos em Portugal quem contribua para preservar o nosso riquíssimo património genético em castas de uvas para vinho.

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É certo que origina vinhos menos encorpados, mas nem todos os vinhos tintos têm que ser a mastigar !

Os vinhos produzidos com a casta tinta Rufete, originam néctares de enorme complexidade, com enorme capacidade de envelhecimento, apresentando sempre frescura sem igual e ainda, em questão de enogastronomia, altamente versáveis com diversos pratos de gastronomia nacional e cozinha internacional.

Aromas principais

Para esta casta é muito importante que o estágio em madeira se realize, pois, tendo menos antocianinas e pirazinas, ganha em outros flavenóides e a madeira além de transmitir taninos ainda lhes acrescenta alma e amplitude na boca.

bom estágio em madeira requer-se se optar por vinhos tintos encorpados
bom estágio em madeira é essencial em monovarietais com a casta Rufete

A casta tinta Rufete está particularmente bem adaptada à Beira Interior, sendo popular nas regiões da Beira Interior, Douro e Dão. Na Beira Interior é mais utilizada nas suas sub-regiões, Pinhel, Figueira de Castelo Rodrigo e Cova da Beira.

Distribuição em Portugal e Espanha
Distribuição em Portugal e Espanha

É uma casta caprichosa e exigente, reivindicando condições muito particulares para poder dar o melhor de si. Sensível ao míldio e oídio, é uma casta produtiva, com cachos e bagos de tamanho médio.

Por ser uma variedade de maturação tardia, tem dificuldade em madurar na plenitude, antes das chuvas do equinócio.

Porém, quando amadurece bem, compõe vinhos aromáticos, encorpados, frutados e delicados, com um bom potencial de envelhecimento em garrafa.

Só raramente é engarrafada em estreme.

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É uma casta de vigor médio que se adapta bem aos diversos tipos de condução, recomendando-se porta-enxertos pouco vigorosos.

Apresentam muito boa adaptação para a vindima mecânica, prefere solos profundos, medianamente férteis e pouco húmidos e um clima quente e propício a um período vegetativo longo.

Rufete espanhola. Tem a mesma designação
Rufete espanhola. Tem a mesma designação

Embora não apresentando grande potencial para a elaboração de vinhos elementares, à excepção dos rosados, os seus vinhos apresentam uma cor rubi aberta e aroma floral, sabor herbáceo e estrutura ligeira e com fraco potencial para o envelhecimento.

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