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VINHOS DE TRÁS-OS-MONTES – Sub-região de Chaves

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Uma zona histórica!

É das mais remotas, menos faladas mas das mais interessantes zonas vinícolas de Portugal! Os vinhos aqui produzidos poderão ser Regionais Transmontanos ou Designação: DOP Sub-Região “Chaves”.

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FONTE:  Casa Grande do Seixo

Desde tempos imemoriais, o cultivo da vinha para produção de vinhos remonta a épocas pré-romanas, arte esta que se aperfeiçoou com os romanos, os quais desenvolveram estudos sem que na altura se pronunciasse a palavra terroir.

Têm castas únicas, videiras centenárias, vinhas muito velhas e embutidas nas rochas!

Aqua Flaviae, nome de origem da cidade que dá nome a esta sub-região, assente em solo granítico com manchas xistosas, altitudes entre os 350-400m, e a nível de clima apresenta-se com elevada pluviosidade e humidade.

Mapa da Região de Vinhos de Trás-os-Montes
Mapa da Região de Vinhos de Trás-os-Montes

Os produtores de vinho, muitos deles estão em casas brasonadas, mais um fator a demonstrar a antiguidade.

Temos ainda achados arqueológicos, com estruturas, especialmente romanas onde se produziu vinho durante a sua ocupação.
Outra característica é o sub-solo termal e as vinhas normalmente situadas em vales ao longo do Rio Tâmega.

PORTARIA 1203/2006

PORTARIA 1204/2006

CASTAS PRINCIPAIS

Gastronomia

Sempre se disse que Portugal, à semelhança dos países do mediterrâneo, produz vinhos para ligar com a comida, especialmente a local.

Chaves não foge à regra! Temos o Pastel, o Folar, o muito famoso Presunto, a alheira, a linguiça, o Chouriça de cabaça, o Salpicão, a Bucheira, e inúmeras iguarias que atraem o visitanta à zona.

Características Organolépticas

No que se refere à tipicidade dos vinhos da região de Trás-os-Montes, para além da diversidade existente podem ser referidos alguns traços comuns a todos os vinhos, os vinhos brancos revelam-se muito frutados, diferenciando-se pela mineralidade e paladar equilibrado, este marcado por uma boa acidez que lhes confere frescura e complexidade.

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No caso dos vinhos tintos caracterizam-se sobretudo pela sua frescura, que advém da composição fenólica, a revelar taninos frescos e concentrados aos quais o tempo atribui elegância e carácter. São vinhos com complexidade aromática intensa, encorpados e com boa estrutura o que os torna vinhos muito gastronómicos.

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Área Geográfica

Abrange os concelhos de Chaves (freguesias de Anelhe, Arcossó, Bustelo, Calvão, Cela, Curalha, Eiras, Ervededo, Faiões, Lama de Arcos, Loivos, Madalena, Oura, Outeiro Seco, Póvoa de Agrações, Redondelo, Samaiões, Sanjurge, Santa Cruz/Trindade, Santa Maria Maior, Santo António de Monforte, Santo Estêvão, São Pedro de Agostém, Seara Velha Selhariz, Soutelinho da Raia, Soutelo, Vale de Anta, Vidago, Vila Verde de Raia, Vilar de Nantes, Vilarelho da Raia, Vilarinho das Paranheiras, Vilas Boas, Vilela do Tâmega e Vilela Seca), Vila Pouca de Aguiar (freguesias de Capeludos e Valoura).

2 Comentários

  1. Então a produção e cultivo das castas mais tradicionais em solo granítico para a Ribeira da Oura, nomeadamente quita de Arcossó, estão fora deste limite? Grato Antonio Abreu

    1. Viva, agradecidos pelo comentário, é muito importante para a equipa do Clube de Vinhos Portugueses o feedback dos nossos seguidores. Apesar de uma imensa base de dados compilada e mantida desde 2009, apesar de não termos ainda informações de detalhe da entidade/produtor, pela zona em causa, nomeadamente VIDAGO, estamos perante região de Trás-os-montes. Tenha uma boa semana e bons vinhos!

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