Vinhos Wines

O Ciclo Vegetativo da Videira

1ºs rebentos Qta Gradil

Durante o ciclo vegetativo, a videira ( Vitis vinífera ) percorre um período de cerca de 11 meses para que depois um pouco por todo o país e em fases diferentes se possa proceder à tão ansiada vindima!

Período longo e difícil, e devido ao qual presto a minha homenagem a todos os viticultores e produtores de vinho pela enorme coragem em gerir as respetivas vinhas, para as quais é necessário estar permanentemente acordado para que então os ciclos proporcionem fruto de excelência e consequentemente bons e excelentes vinhos.

A viticultura requer uma enorme multiplicidade de competências e conhecimentos que vão desde a botânica, à química, bioquímica, meteorologia; a juntar a isto tudo muita sorte com o clima que abençoará os afortunados ao longo do ano, mais uns do que outros. Ou seja, quase que diria fazer figas!


O CICLO

REPOUSO VEGETATIVO A videira é uma planta de folha caduca, e depende da temperatura ambiente para suportar todas as transformações ao longo do seu ciclo vegetativo. Pode-se dizer que inicia-se o ciclo com o avanço do Outono, de reduções térmicas e consequente queda das folhas. Entre o fim de Outono e o início do Inverno, a videira entra em repouso vegetativo e só despertará com temperatura do solo superior a 12ºC. A poda da vinha realiza-se nesta fase para permitir o descanso da planta.
REPOUSO VEGETATIVO
A videira é uma planta de folha caduca, e depende da temperatura ambiente para suportar todas as transformações ao longo do seu ciclo vegetativo.
Pode-se dizer que inicia-se o ciclo com o avanço do Outono, de reduções térmicas e consequente queda das folhas. Entre o fim de Outono e o início do Inverno, a videira entra em repouso vegetativo e só despertará com temperatura do solo superior a 12ºC. A poda da vinha realiza-se nesta fase para permitir o descanso da planta.

 

"CHORO" Ocorre entre o fim do Inverno e início da Primavera, altura em que termina o repouso e se inicia um novo ciclo vegetativo. Esta fase torna-se visível com a perda de seiva nas zonas de corte podadas. Inicia-se ainda aqui a atividade enzimática com condições térmicas mais favoráveis.
“CHORO”
Ocorre entre o fim do Inverno e início da Primavera, altura em que termina o repouso e se inicia um novo ciclo vegetativo. Esta fase torna-se visível com a perda de seiva nas zonas de corte podadas. Inicia-se ainda aqui a atividade enzimática com condições térmicas mais favoráveis.

ABROLHAMENTO Os gomos deixados ficam parecidos com algodão, nos nós deixados da poda e começam a aumentar o volume devido à humidade. Depois aparecerá uma ponta verde, seguida de pequenas folhas verdes perfeitamente definidas e visíveis.
ABROLHAMENTO
Os gomos deixados ficam parecidos com algodão, nos nós deixados da poda e começam a aumentar o volume devido à humidade. Depois aparecerá uma ponta verde, seguida de pequenas folhas verdes perfeitamente definidas e visíveis.

ANTES DA FLORAÇÃO Neste passo, ocorre a expansão vegetativa, em que sequencialmente aparecem os primeiros botões florais, aparecimento e separação dos cachos.
ANTES DA FLORAÇÃO
Neste passo, ocorre a expansão vegetativa, em que sequencialmente aparecem os primeiros botões florais, aparecimento e separação dos cachos.

FLORAÇÃO A meio da Primavera temos esta etapa crucial! Dura aproximadamente 1 semana e meia. É desejável que não chova, caso contrário o pólen é arrastado dos estames e das flores, que sem polinização e fecundação, não aparecerá o fruto e as colheitas ficam bastante afetadas.
FLORAÇÃO
A meio da Primavera temos esta etapa crucial! Dura aproximadamente 1 semana e meia. É desejável que não chova, caso contrário o pólen é arrastado dos estames e das flores, que sem polinização e fecundação, não aparecerá o fruto e as colheitas ficam bastante afetadas.

CRESCIMENTO DOS BAGOS Com o aumento de temperaturas, a expansão ocorre, e os bagos que brotam atingem tamanhos bastante pequenos ainda semelhantes a bagos de ervilha. Ao atingirem o tamanho certo, os cachos fecham completamente. Até aqui a cor dos bagos quer de castas brancas, quer de castas tintas, é verde opaca.
CRESCIMENTO DOS BAGOS
Com o aumento de temperaturas, a expansão ocorre, e os bagos que brotam atingem tamanhos bastante pequenos ainda semelhantes a bagos de ervilha. Ao atingirem o tamanho certo, os cachos fecham completamente. Até aqui a cor dos bagos quer de castas brancas, quer de castas tintas, é verde opaca.

MATURAÇÃO Podemos definir o início da maturação com o aparecimento do "pintor", que representa a fase do ciclo vegetativo da videira que coincide com o aparecimento da cor tinta nas películas dos bagos tintos e da película translúcida nas castas brancas. O "pintor" poderá durar de uma a duas semanas, mas um bago muda de cor em 24 horas. A partir do "pintor" inicia-se uma fase de 35 a 55 dias durante a qual a uva acumula açúcares livres (glucose e frutose), potássio, aminoácidos e compostos fenólicos e vai perdendo ácido tartárico e ácido málico (dois ácidos que representam 90% dos ácidos presentes nos bagos de uva). Este período termina com a vindima, que poderá ocorrer no final do Verão ou no princípio do Outono. A partir daqui o ciclo repete-se e o viticultor passa a aguardar ansiosamente a nova colheita!
MATURAÇÃO
Podemos definir o início da maturação com o aparecimento do pintor, que representa a fase do ciclo vegetativo da videira que coincide com o aparecimento da cor tinta nas películas dos bagos tintos e da película translúcida nas castas brancas. O “pintor” poderá durar de uma a duas semanas, mas um bago muda de cor em 24 horas. A partir do “pintor” inicia-se uma fase de 35 a 55 dias durante a qual a uva acumula açúcares livres (glucose e frutose), potássio, aminoácidos e compostos fenólicos e vai perdendo ácido tartárico e ácido málico (dois ácidos que representam 90% dos ácidos presentes nos bagos de uva). Este período termina com a vindima, que poderá ocorrer no final do Verão ou no princípio do Outono.
A partir daqui o ciclo repete-se e o viticultor passa a aguardar ansiosamente a nova colheita!

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