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Borrego da Beira com Indicação Geográfica Protegida

Borrego da Beira IGP capa

Borrego da Beira com Indicação Geográfica Protegida

Na origem do Borrego da Beira com Indicação Geográfica Protegida estão as raças Churra Mondegueira e Churra do Campo ou Marialveira.

Estas têm origem no Ovis Aries Studery, uma raça antiga a partir do qual derivaram as raças leiteiras portuguesas.

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Os típicos borregos de leite

Harmonização com vinhos

Sendo o Borrego da Beira IGP exclusivamente alimentado a leite materno, tem uma carne mais delicada e ligeiramente adocicada, sem influência de ervas de pasto.

Requer normalmente vinho tinto suave e de taninos redondos, ou branco estruturado parcialmente estagiado em madeira.

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Costeletas ou um belo piano

A Raça Merino

É atualmente a que melhor identifica o Borrego da Beira com Indicação Geográfica Protegida.

Normalmente abunda na Beira Baixa, mas estende-se até à Beira Alta também.

Mas no o que à raça Merino da Beira diz respeito, parece que a hipótese mais plausível é que ela provenha de cruzamentos de Merinos da região do Alentejo e espanhóis.

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Um carré ou um lombo de Borrego das Beiras IGP

Em tempos idos, faziam transumância para as pastagens de montanha na época estival, com as ovelhas Bordaleiras locais.

Só há cerca de vinte anos se começou a explorar este ovino como produtor de carne.

Antes as suas maiores aptidões eram tradicionalmente o fornecimento de lã e a produção de leite para os muitos fabricantes de queijo na área.

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Uma exploração com ampla pastagem

Eram e são ainda os típicos queijos da Beira Baixa.

Até então, a carne era um subproduto da exploração, utilizado ou para autoconsumo das famílias dos pastores ou para efetuar ofertas de reconhecido valor.

De qualquer modo, estas ovelhas desde sempre desempenharam um papel importante na vida da população local.

Sendo muitas vezes, e até à introdução de outras culturas e outras fontes de alimento, a única fonte de renda para a comunidade agrícola.

Na área de produção de Borrego da Beira com Indicação Geográfica Protegida, este também é conhecido como “Borrego da Canastra”

Mapa da Área Geográfica

Mapa da IGP
Mapa da IGP

A canastra é o cesto onde o borrego era tradicionalmente colocado, ou também como “Borrego de leite”, uma vez que o leite é o seu único alimento.


Tagine de borrego com gengibre e açafrão

Chefe Hernâni Ermida

Tajine_burned

Ingredientes

  • 1 cebola
  • 3 c. (sopa) de azeite
  • 400 g de carne de borrego sem osso
  • 1 c. (chá) de gengibre fresco ralado
  • 1 pau de canela
  • 1 c. (chá) de açafrão
  • 1 limão
  • 80 g de alperces
  • 50 g de ameixas pretas sem caroço
  • 1 raminho de hortelã

Preparação

Descasque a cebola, pique-a, deite-a na tagine, adicione o azeite, leve ao lume e deixe cozinhar até a cebola ficar douradinha.

Junte a carne previamente cortada em pedaços pequenos e deixe cozinhar cerca de 10 minutos, mexendo de vez em quando.

Acrescente depois o gengibre, a canela e o açafrão e misture.

Adicione de seguida o limão cortado em quartos, acrescente 3 dl de água, mexa, tape e deixe cozinhar durante 20 minutos.

Por fim, envolva os alperces e as ameixas e deixe cozinhar por mais 10 minutos até a carne ficar tenra e com pouco molho. Sirva com a hortelã.


Ficheiro para download

Tagine de borrego com gengibre e açafrão – PDF


12 vinhos recomendados


Naturalmente que cada região terá com certeza a sua forma de preparar borrego.

Aliás, antes da nossa típica cataplana, existyia a Tajine de barro, fabricada em zonas do atual Magrebe.

Quer a Tajine, quer a Cataplana têm a vantagem de cozinharmos lentamente e absorver os sabores e temperos ao máximo.

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O típico Borrego que vai ao forno em loiça de barro

Aguardamos que partilhem connosco em comentários as vossas experiências.

Fazemos votos de bom Domingo.

Bom apetite e bons vinhos !

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