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ALTO DOURO VINHATEIRO – Caracterização da Região Demarcada do Douro

Caracterização da Região Demarcada do Douro

Delimitações

A Região Demarcada do Douro situa-se no nordeste de Portugal, na bacia hidrográfica do Douro, abrangendo uma área total de 250 000 hectares, sendo 45 000 hectares de vinhas que se estendem pelo rio Douro e nos respetivos afluentes, desde a serra do Marão e Montemuro até Barca de Alva na fronteira com a Espanha, a leste.

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A norte e a sul a região é delimitada por cotas entre os 500 e os 600 metros de altitude, uma vez que acima destas cotas, as temperaturas não permitem que as videiras obtenham a maturação precisa para a produção vinícola.

Gráficos edafo-climatéricos

Solos e Temperaturas

Assim como se refere no manual de boas práticas vitícolas do Instituto dos Vinhos do Douro e Porto “regista-se ainda uma limitação a nível da origem pedológica dos solos, representada por inclusões de formação geológica granítica, com particular expressão pela sua extensão a que se estende desde Carrazeda de Ansiães até ao Cachão da Valeira, já a tocar o rio Douro.

Limite Região Demarcada do Douro
Limite Região Demarcada do Douro

Neste caso, apesar dos valores das temperaturas serem favoráveis à plena maturação das uvas, é a natureza do solo que se revela fortemente limitativa para a obtenção de vinhos do Porto de nível qualitativo desejável.

De facto, uma característica muito importante da Região Demarcada do Douro assenta nos seus solos serem de origem xistosa, com elevado grau de pedregosidade, à superfície e ao longo do seu perfil, o que, associado ao clima, orografia, castas e práticas culturais, confere uma personalidade única aos vinhos nela produzidos.”

As sub-regiões e como se delimitaram

A RDD encontra-se dividida em três sub-regiões autenticamente distintas, tanto por fatores climáticos como por fatores socioeconómicos.

  • Baixo Corgo;
  • Cima Corgo;
  • Douro Superior

Contígua com a Quinta da Gaivosa, as duas são quase difíceis de dissociar. Onde termina uma começa a outra. A reunião foi feita nos finais dos anos 80 por compra dos cerca de 18 ha que constituem a Quinta do Vale da Raposa. Em 1991 foi palco da estreia na produção de vinhos DOC Douro com um branco que desde logo cativou os apreciadores e mereceu as melhore referências. Tal facto veio comprovar o valor do terroir da Encosta da Gaivosa (nome pelo qual a zona é conhecida) e reconhecer todo o trabalho aí desenvolvido.

Podemos ainda constatar que estas características vão condicionar o aproveitamento económico dos recursos naturais e das atividades aí desenvolvidas.

Nos seus primórdios, a cultura do vinho tinha mais expressão no Alto Douro, tal designação adotada pelos autores que se referiam às zonas a que hoje conhecemos por Baixo e o Cima Corgo.

A demarcação do território aconteceu devido a um acidente geológico (o monólito de granito existente no rio que acabava por ser uma barreira física que impedia a navegação e, por consequência, o transporte do vinho).

Estas zonas eram notavelmente distintas: a cultura da vinha tinha o seu maior ímpeto no Alto Douro.

Douro Superior

No reinado de D. Maria, com a remoção do monólito, a cultura do vinho expandiu-se para leste até à fronteira com a Espanha, originando a sub-região que conhecemos por Douro Superior.


 

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