PORTUGAL E O VINHO Vinhos Wines

3 – EXPANSÃO DA CULTURA DA VINHA EM PORTUGAL – DA NACIONALIDADE ATÉ AO SÉCULO XVIII

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Após a fundação da Nacionalidade e consequente expulsão dos Mouros que permanecerem no nosso território mais de 4 séculos, retomou-se o cultivo de vinha, tendo sido fortemente incentivado o seu cultivo, entregando esta tarefa às ordens religiosas.
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ETAPAS CRONOLÓGICAS

Chegaram primeiro os Beneditinos, os Clunicenses e finalmente a Ordem de Císter que na Estremadura teve ação forte e determinante em Alcobaça.

O arroteamento de terras permitiu a instalação dos coutos, de novas áreas de vinha e, para o seu cultivo, foram retomadas técnicas descritas pelos “Geopónicos” do tempo de Roma.

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Os mosteiros, em particular o de Santa Maria de Alcobaça, e graças ao seu contributo no cultivo de vinha, permitiu a fixação de população nesta região, tanto que nas Cartas de Foral, existia sempre menção a obrigações e privilégios relativos à vinha e ao vinho.

Atingiu-se uma época de estabilidade, resultado da expansão e comercialização dos produtos da terra e do mar, em particular a vinha era o produto de maior peso.

A morte do rei D. Fernando provocou uma crise de sucessão dinástica, à qual se sucederam guerras e epidemias e consequentemente apareceu uma forte recessão económica. Isto não apenas em Portugal como em toda a Europa.

peste negra
peste negra

Naturalmente que o setor vitivinícola sofre forte revés com dificuldade de recuperação futura. Entre os séculos XIV e XV assiste-se ao arranque da epopeia dos Descobrimentos, onde homens válidos para os trabalhos agrícolas são transformados em marinheiros.

Descobrimentos portugueses
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Contudo o negócio do vinho apesar de tudo  manteve-se e mesmo expandiu com a sua exportação para terras de Além-mar. Na segunda metade do século XIV a saída de vinho rondava os 25 a 30 mil tonéis por ano.

Mesmo durante o período filipino, a situação da vitivinicultura foi de relativa normalidade, e a própria qualidade não era sequer contestada. Pelo contrário. Segundo algumas crónicas existem referências bastante abonatórias em diversos documentos. Existem descrições do Chantre de Évora, são afamados vinhos da zona de Leiria, Vila Nova de Ourém, Alenquer e Torres Vedras na Estremadura, bem como no designado Termo de Lisboa em Loures, Charneca, Oeiras, Unhos e Camarate. Já em 1645, Rodrigo Mendes da Silva, na “Publicación General de España”, qualifica de famosos os vinhos de Ourém e regalado o de Alenquer.

O livro de Rodrigo Mendes da Silva
O livro de Rodrigo Mendes da Silva

Em 1703 é assinado o Tratado de Methuen,

John Methuen
John Methuen

com o propósito de melhorar as relações comerciais com Inglaterra, sendo que nesta altura e em consequência, melhoram as vendas de vinhos do Douro e regista-se quebras nas exportações em Lisboa.

Tratado de Methuen3

Apesar disto, a cultura da vinha sempre foi central em toda a atividade agrícola, ao ponto de em 1775 e por ordem do Marquês de Pombal, foi dada ordem para o arranque de vinha nas margens dos rios Tejo, Mondego e Vouga, estendendo a ordem em 1776 às terras da Baixa Estremadura, excetuando as zonas de Alenquer e Torres Vedras por considerar que os vinhos destas zonas era de muito elevada qualidade. Decisões polémicas estas, dado que o Marquês tinha especial predileção pelos vinhos do Douro. Para combater a crise, o Marquês de Pombal funda a Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro, através do alvará régio de 10 de Setembro de 1756. A Companhia fiscalizava a qualidade dos vinhos, determinava os preços e impunha regras na produção e comércio. Em 1756 iniciou-se o processo de demarcação da região de produção dos vinhos no Douro, que viria a ser uma das primeiras regiões demarcadas do mundo. O Marquês instaurou outras medidas que regularam a vinha, entre as quais a obrigação da plantação separada das castas tintas e brancas.  

Na zona da Estremadura e apesar desta ordem, foi feita alguma resistência tendo mesmo diversos agricultores mantido vinha em zonas onde ele tinha decretado proibição.

Estas restrições foram revogadas pela rainha D. Maria I.

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