Alentejo Vinhos

Apresentação à Imprensa do “M” Espumante Rosé (Bruto, Método Clássico, de 2010) – 21 de junho de 2012

É o quarto artigo da linha Mingorra Gourmet, de Henrique Uva/ Herdade da Mingorra, cuja apresentação decorreu esta quinta-feira, dia 21, e teve lugar na Rota das Sedas Restaurante (Lisboa).

 Antes de começar a redigir este artigo devo que dizer que este produtor de vinhos alentejano, impressionou-me desde início em que começou a entrar no mercado, e desde então tenho assistido à sua implantação no mercado nacional.

 O seu portfólio é constituído por artigos desde os mais acessíveis às carteiras dos portugueses nos tempos que correm, aos artigos de topo de gama, nos quais se inclui os produtos “M” Gourmet!

O Eng.º Pedro Hipólito e Sra. Sofia Uva estão de parabéns pelo excelente trabalho.

 Nota-se que existe exigência por atingir patamares de qualidade e claro está, expansão comercial da empresa incluindo a sua inserção no mercado internacional!

 Tudo começou pelo convite que me foi endereçado pelo Nuno T. de Sá, e devo dizer que dei o meu tempo por bem entregue.

 Boa escolha do espaço e bom ambiente, conforme irei começar por introduzir. Precisamente a história do espaço da Rota das Sedas!

 “A Real Fábrica das Sedas remonta ao tempo de el-rei D. João V. Ricardo Godin, industrial francês, fundou uma fiação de sedas na Fonte Santa, estabelecendo-a depois ao fundo da Rua de S. Bento e finalmente mudou-a para o Rato.

 Com Pombal a Real Fábrica prosperou mas veio a decair novamente. Em 1855 a rainha D. Maria II mandou então vender.

 Tudo foi depois parar às mãos de Francisco Ferrari e transitou para os filhos. Em 1905 entrou, na Câmara Municipal de Lisboa, um projeto de obras para criar habitação. Mas julga-se que tal nunca aconteceu.

 Em 1913, e durante cerca de 90 anos, transformou-se numa escola da Câmara Municipal de Lisboa, mandada fechar em 2002-2003, por não ter alunos suficientes.

 Desde aí foi um Atelier de Design de Interiores e agora, o Restaurante ROTA DAS SEDAS. “

Eis o alinhamento dos vinhos provados:

Espumante Bruto Branco 2010 Método Clássico
Espumante Bruto Rosé 2010 Método Clássico
Terras d’Uva Branco 2011
Alfaraz Reserva Branco 2010
Terras d’Uva Rosé 2011
Alfaraz Reserva Tinto 2009
Alfaraz Touriga Nacional 2008
Alfaraz Colheita Seleccionada 2009
Vinhas da Ira 2008
Uvas Castas 2008 (Douro + Alentejo)
Mingorra – colheita tardia
Mingorra – fortificado

Dos vinhos provados devo destacar três daqueles que para mim marcaram pela originalidade e diferença:

 Espumante Rosé 2010 Método Clássico: Feito de Aragonez, denotou notas de frutos silvestres e vermelhos, morango, framboesa, mirtrillos, bem casados com uma acidez refrescante e crocante, olfato leve mas expressivo com um simples final de boca; uma boa surpresa feita com uvas frescas de aragonez e sem sinais de sobrematuração ou de aproveitamento de sangramento da cuba de fermentação – Ideal para acompanhar boas saladas de verão, pastas italianas e até uma boa sardinha assada; Foi o néctar que mais me impressionou de todo o portofólio da Herdade da Mingorra e de todos os espumantes por mim provados ao longo deste ano. Contrariamente ao que o consumidor comum pensa, um espumante é um excelente acompanhante duma refeição e não apenas para ocasiões de festa.

 Alfaraz Reserva Tinto 2009: ótimo impacto olfativo, com notas de grafite; prova com sabor intenso a aparas de chocolate preto e um pouco de folha de tabaco; bom fim de boca. Feito com Alfrocheiro, Alicante Bouschet, Syrah e Touriga Nacional. Ideal para acompanhar um bom naco de posta de vitela mirandesa condimentada para casar os sabores com a excelente madeira que sai do aroma do vinho. Com a persistência que tem aconselho o leitor a guardar um pouco do que sobra do fundo da garrafa que combina na perfeição no fim do repasto com chocolate belga; como por exemplo um fruto do mar da Gyllian. Um fim suberbo onde se sente bem o Alicante Bouschet do néctar! Experimente!

 Uvas Castas 2008: Original cruzamento do Douro (Tinta Barroca com Tinta Roriz) com Alentejo Aragonez com Alfrocheiro); uma junção de extremos numa combinação improvável que resulta num vinho de excelência adaptável a vários pratos nacionais, como um bom cozido à portuguesa, uma feijoada transmontana, um delicado Magreb de Pato, entre outras combinações. Aroma de maceração com notas licorosas e algum chocolate associado a frutos pretos bem maduros.

 Assim sendo, e tendo sido um dia de mais um jogo vitorioso da nossa Seleção Nacional, bem que merecia ter festejado tal feito com o Espumante Rosé com o grupo de amigos com quem assisti ao jogo. Fica para uma próxima ocasião!

2 Comentários

  1. it was really an interesting and informative article. pretty cool post! thanks for sharing this.

  2. Viva, Jorge! Que simpático artigo sobre a nossa Herdade da Mingorra! Continuação do seu trabalho de divulgação vinícola! Abraços, NTS

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