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Vinhos do Algarve – Denominação de Origem Portimão

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Há numerosas referências comprovativas da tradição e importância da vinha no Algarve.

Durante a ocupação muçulmana, os árabes não só cultivavam a vinha como exportavam o vinho produzido.

Após a reconquista, os cristãos aproveitaram e incrementaram a organização económica deixada por este povo.

O relato anónimo de um dos cruzados que participou na conquista de Silves aos mouros, em 1189, referencia a existência de uma povoação na foz do rio Arade, chamada Porcimun.

No entanto, foi só no séc. XVII que Portimão conheceu um grande desenvolvimento que acompanhou o declínio de Silves.

Depois do terramoto de 1755, o Marquês de Pombal reconheceu-lhe a importância e decidiu elevá-la a cidade e a sede de bispado, o que não conseguiu devido à morte de D. José e à sua consequente demissão.

A localização meridional e a protecção assegurada pela barreira montanhosa de Monchique, contra os ventos frios do Norte e a exposição em anfiteatro virada ao Sul, fazem com que o clima seja acentuadamente mediterrânico, quente e sub-húmido, pouco ventoso, amplitudes térmicas muito reduzidas e com uma média de insolação acima das 3.000 horas de Sol por ano.

Os solos de natureza argilo – calcários, a temperatura, a baixa pluviosidade, a exposição e a alta insolação fazem do concelho de Portimão uma região impar para a produção de vinhos de altíssima qualidade.

A produção dos vinhos nos meados do século XX tinha origem em adegas particulares, de realçar que a Vila de Alvor chegou a possuir cerca de 17 Adegas.

A principal organização associativa era a Adega Cooperativa de Portimão que foi criada em Julho de 1955, com a capacidade para cerca de 1 milhão de litros, a sua produção máxima foi no ano de 1980, onde atingiu o valor de 459.892 litros de vinho.

Na segunda metade da década de oitenta, ao envelhecimento das vinhas adicionaram-se os subsídios da C.E.E. para o arranque, aliado à elevada procura de terrenos para o turismo, levaram ao abandono de muitas vinhas e a um abaixamento muito significativo da produção.

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A partir da Segunda metade da década de 90 foram instaladas novas vinhas no concelho de Portimão, as de maior envergadura situam-se nos Morgados da Torre e do Reguengo.

Área Geográfica

A área geográfica correspondente à Denominação de Origem Controlada “Portimão” abrange o concelho de Portimão (freguesia de Alvor e parte das freguesias de Mexilhoeira Grande e Portimão).

Castas

Tintas

Castelão (Periquita1), Negra Mole e Trincadeira (Tinta Amarela), no conjunto ou separadamente com um mínimo de 70% do encepamento; Alicante,Bouschet, Aragonez (Tinta Roriz), Cabernet Sauvignon, Monvedro, Syrah e Touriga Nacional.

Brancas

(Pedernã) e Síria (Roupeiro), no conjunto ou separadamente com um mínimo de 70% do encepamento; Manteúdo, Moscatel Graúdo, Perrum e Rabo de Ovelha.

Características Organolépticas

Vinhos Tintos

São aveludados, encorpados, com aroma frutado e pouco acídulo, notando-se o álcool. Apresentam cor rubi definida que, com o envelhecimento, adquire um tom topázio.

Vinhos Brancos

Apresentam uma cor entre o citrino e o palha, sendo delicados e suaves. Apresentam um travo característico de uma zona quente.


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