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CIDADE DE SILVES

SLV

Localizado grosso modo no centro do distrito de Faro, o concelho de Silves tem uma área total de 679 Km2, sendo o segundo maior do Algarve. A Norte está limitado pelos concelhos de Odemira, Ourique e Almodôvar, a Leste por Loulé e Albufeira e a Oeste por Lagoa, Portimão e Monchique, confrontando a Sul com o Atlântico.

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O Concelho de Silves é composto por oito freguesias que atravessam o litorial e barrocal algarvio, tendo cada uma delas gostos, cheiros e tradições distintas.

Visite cada uma delas e descubra o que de mais genuíno têm para lhe oferecer.

 

Resenha Histórica de Silves

gravura da Cidade de Silves XIXOs testemunhos da presença humana recolhidos na região de Silves e ao longo do curso do Rio Arade, revelam a sua existência desde os tempos Pré-Históricos. Os monumentos megalíticos como os menires do Monte Roma, em Silves, e os menires da Vilarinha, manifestam actividade daquelas comunidades agrícolas do período Neolítico da Região. A exploração de minerais nas margens do rio Arade, parece ser uma realidade com as sociedades da Idade do Bronze que construíram a Necrópole da Alfarrobeira.

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Numa colina voltada a Norte do Cerro da Rocha Branca, localizada a dois Quilómetros a poente da actual cidade de Silves, existiram as ruínas de uma importante feitoria do 1º milénio a.C. Aquele povoado terá sido muito provavelmente a chamada Cilpes, que manteve relações comerciais com povos de remotas regiões do Mediterrâneo oriental, como os fenícios, gregos, cartagineses.

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Torreão das portas da CidadeOs vestígios da conquista romana fazem-se sentir no actual núcleo urbano da cidade de Silves. Provavelmente terão sido edificadas naquele remoto período, as primeiras muralhas de defesa de um núcleo urbano. A ocupação muçulmana do actual território algarvio e a prolongada permanência dos povos árabes e sua preponderância cultural mantiveram-se desde os séculos VIII a XIII, e marcaram profundamente a história e o urbanismo da cidade.

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A região foi primitivamente povoada por árabes do Mediterrâneo Oriental, amantes das artes e das ciências, permitindo o desenvolvimento deste importante pólo cultural e político do al-Gharb al-Andaluz, nos séculos IX a XII. Ficou na memória dos seus habitantes, a Medina Xelb conhecida, como a cidade de filósofos e poetas, Ibn Caci, Ibn Ammar ou o rei Al-Mutamide.

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D. Sancho I

 

A primeira conquista cristã acontece em 1189. As tropas portuguesas governadas por D. Sancho I foram assistidas por um contingente de Cruzados em trânsito para a Terra Santa, que aportara acidentalmente em Lisboa. A efémera sujeição durou apenas dois anos, Al-Mansur dota a cidade com fortes muros e infra-estruturas de aprovisionamento de água. A derradeira conquista cristã acontece em meados do séc. XIII. D. Afonso III, apressa-se a nomear um bispo para esta sede episcopal, e logo a cidade se tornou capital de todo o Algarve. No séc. XV o infante D. Henrique concentra-se nesta urbe, e impulsiona activamente a participação das suas gentes nas viagens marítimas dos descobrimentos portugueses.

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Com o século XVI surgem os primeiros sinais de declínio. O assoreamento do rio, principal via de comunicação com o exterior, a formação de áreas lodosas tornara a cidade insalubre. O prelado transladou-se para Faro em 1577, sob forte contestação popular, e esta transferência, foi seguida pelos influentes homens de negócios que animavam a vida económica da cidade. O Terramoto de 1755 foi o coroar das enfermidades que a urbe padecia, deixando pouco mais de uma dezena de casas habitáveis.

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A centúria seguinte foi marcada pelas invasões francesas, a fuga da corte portuguesa para ao Brasil e as convulsões sociais que lavraram um pouco por todo o país. Em Silves, as guerras entre liberais e absolutistas, tiveram na região importante figura local, o guerrilheiro absolutista Remexido. A segunda metade deste século importou para esta cidade interior do Algarve a indústria corticeira, assim como, todo o comércio e pequenas unidades fabris dependentes daquela manufactura. A região é igualmente premiada com o investimento estatal da expansão do caminho-de-ferro, que chega aos arredores da cidade nos inícios do século XX.

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Importante centro operário e industrial, prosperando em população e novas edificações, desenvolve-se política e culturalmente para as causas republicanas e sindicalistas que ainda hoje se reconhecem na toponímia das suas ruas. O Estado Novo põe termo ao ciclo industrial da cortiça. A decadência da agricultura assente na produção de frutos secos é substituída por uma prática agrícola apoiada no regadio e na produção de citrinos. Esta última consentida com a construção da Barragem do Arade e de importantes infra-estruturas de irrigação que elevam este concelho ao mais importante centro produtor nacional de Laranja.

A indústria turística e as potencialidades que a bacia do Rio Arade proporciona, conjuntamente com o riquíssimo património histórico que o concelho de Silves conserva serão por certo mais uma vertente económica a ser desenvolvida e explorada.
Alcantarilha

 

Vila de Alcantarilha Foi elevada a vila no ano de 1999 e dista de Silves cerca de 11 km. Ergue-se numa pequena colina, o que lhe confere um aspecto bastante pitoresco. A ocidente passa a ribeira com o mesmo nome, nome esse, nitidamente de origem árabe, proveniente da palavra “Al-Qântara” que significa “ponte”. Assim, “Alcantarilha” significaria – “a pontezinha”. Parece-nos pois indubitável a origem árabe desta povoação.

Em meados do século XVI terá sido construída uma muralha para proteger a povoação de ataques piratas. Dois séculos depois, a pedra do baluarte era utilizada para construção da ponte sobre a ribeira e nos anos 30 ainda havia vestígios consideráveis de tal estrutura, que hoje se encontra irremediavelmente reduzida.

Igreja Em termos de património edificado merecem destaque a Igreja da Misericórdia, a Capela de N. Sr.ª Carmo, a Igreja Matriz e a sua Capela dos Ossos e ainda o conjunto agrícola da Quinta do Rogel, classificado e em vias de recuperação.
A Vila de Alcantarilha conta hoje com cerca de 3000 habitantes e a agricultura continua a ter uma maior relevância face às outras áreas de actividade económica.
Ambiente
O concelho de Silves é um dos maiores concelhos do Algarve e do país, apresentando uma grande riqueza natural e paisagística, que permite apreciar distintos ambientes e ecossistemas.

barragensO território que integra a área do município tem três grandes zonas naturais, de características distintas entre si: a Serra, o Barrocal e o Litoral.
A Serra situa-se na zona mais interior do concelho, numa faixa que vai desde o concelho de Loulé até ao concelho de Monchique e que integra, sobretudo, a freguesia de São Marcos da Serra. Tem um relevo claramente montanhoso e recortado, coberto, essencialmente, por montados e charnecas (matagais) e tem menor densidade populacional.
O Barrocal situa-se entre a Serra e o Litoral e tem um relevo sinuoso, com os cerros a surgirem paralelos à linha de costa, ao mesmo tempo que entre eles existem diversos vales explorados agricolamente. É a zona de características mediterrânicas mais evidentes da paisagem do concelho, possuindo grande riqueza de espécies aromáticas e melíferas, bem como grandes extensões de alfarrobeiras e amendoeiras e outras árvores de fruto, entre elas a oliveira e os citrinos. As freguesias de Silves, São Bartolomeu de Messines, Algoz e Tunes são as que ocupam a maior parte deste território.
paria grande 2O Litoral é a faixa de terreno que se situa junto ao mar. Intensamente transformada pela presença humana, pois é muito densamente povoada, tem uma agricultura cada vez menos expressiva, embora seja uma zona tradicionalmente ocupada por hortas e pomares, quer de citrinos, quer de figueiras e algumas vinhas. Ai podemos encontrar as maiores explorações turísticas do concelho, tendo a pesca, igualmente, grande relevância nas actividades económicas que ali se realizam. Armação de Pêra, Alcantarilha e Pêra são as freguesias que se situam no Litoral e nesta zona podemos encontrar diversos ambientes: mar, dunas, estuário – ribeira de Alcantarilha – lagoa e costa.

Clima
Em termos climatéricos poderemos dizer que existem variações de temperatura significativas, sendo a Serra o local onde as amplitudes são maiores e sendo o Litoral a zona de maior teor de humidade atmosférica (Litoral e algumas zonas de barrocal têm clima semi-árido e o restante barrocal e Serra têm clima sub-húmido a húmido).

Cursos de Água
rio e cidadeOs rios e ribeiros do concelho são, na sua maioria, de regime tipicamente mediterrânico (torrencial), apresentando grandes variações de caudal durante as diversas épocas/estações do ano.
Um dos principais cursos de água é a ribeira de Odelouca (nasce no concelho de Almodôvar), que se junta à ribeira do Arade (o outro curso de água de maior importância no concelho) no sítio da Atalaia, concelho de Silves. A ribeira do Arade ganha o estatuto de rio, segundo algumas fontes científicas, a partir desse sítio. Este curso de água passa pela cidade de Silves e desagua em Portimão, no Oceano Atlântico, seno o mais importante rio algarvio. É navegável desde a foz até Silves.

Flora e fauna
A flora algarvia tem características marcadamente mediterrânicas, embora com diferenças em relação a outras zonas, nomeadamente pela presença de espécies endémicas e ibero-mauritânicas. A Alfarrobeira é uma das espécies mais significativas, sendo o Barrocal a zona que apresenta maior diversidade de flora. Salienta-se um facto curioso: nesta zona proliferam as orquídeas, como a erva-abelha (Ophrys apifera) e a erva-mosca (Ophrys bambyliflora), entre outras.
No que diz respeito à fauna, há a presença de espécies de diversos grupos, desde os anfíbios e peixes, quer de água doce, quer de água salgada; os répteis, bastante abundantes, como o sardão (Lacerta lépida) ou a Lagartixa-do-mato (Psammodromus algirus); os coelhos e demais animais apreciados pelos caçadores e mais de 150 espécies diferentes de aves. É, também, no concelho de Silves que se está a desenvolver um projecto de reprodução/reintrodução do Lince Ibérico (na Herdade das Santinhas, junto à Barragem de Odelouca), dado que esta espécie se encontrava na zona de Serra.

Fonte: Wikipedia e C.M. Silves

 

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