Vinhos

VINHO VERDE CASA DA TAPADA

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Casa da Tapada
Amares-Portugal

GPS: N” 41º39`8.52     W” 8º22´54.26

Tel.: +351 253 361 012
Telm.: +351 93 244 91 67/ +351 93 244 91 70
e-mail: casadatapada@digiquick.pt
casadatapada@clix.pt

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A Casa da Tapada,  quinta no coração do Minho,  tem 25 hectares, 12  ocupados com a cultura da vinha. 1,5  correspondem à área ocupada pela casa principal, classificada como Imóvel de Interesse Público, pela capela, adega e  outras construções.

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No ano de 1552, aqui se fixou o poeta Sá de Miranda e escreveu a parte mais relevante da sua obra.

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A Casa da Tapada situa-se na freguesia de Torre, concelho de Amares, que faz fronteira com a vila termal de Caldelas.

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O nome de Amares foi usado como apelido por Gualdim Pais, primeiro mestre português da ordem dos Templários, aqui nascido. A sua quinta, supostamente chamada Marecos, deu o nome à povoação, tendo, depois, derivado para o topónimo Amares.

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O município de Amares, composto por 24 freguesias, fica entre os concelhos de Vila Verde, Terras do Bouro, Vieira do Minho, Póvoa do Lanhoso e Braga.

Beneficia de excelente localização e múltiplos acessos. O aeroporto do Porto fica a uma hora de automóvel. E o de Vigo  a cerca de duas horas. O aeródromo de Braga é uma hipótese para voos particulares.

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Por caminho de ferro, o comboio Alfa Pendular liga Braga a Lisboa em quatro horas. Por estrada chega-se de Braga a Amares em cerca de 15 minutos.

Os acessos por estrada contam com a A1 (auto-estrada Lisboa-Porto) e a A3 (auto-estrada Porto-Braga) e as variantes de Braga para Caldelas (EN101 e EN205) e de Braga, passando por Amares, ainda, a EN101, a EN205 e a EN308.

A Casa da Tapada fica a 9 km de Amares, sendo a distância da sede do concelho a Braga mais 12 km. Por sua vez Braga dista 64  km do Porto.

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Francisco Sá de Miranda nasceu em Coimbra em 1481 e faleceu em 1558 na Quinta da Tapada, em Amares que era sua propriedade. Foi um dos maiores poetas da sua geração e um dos primeiros a introduzir as ideias e a estética do renascimento na literatura portuguesa.

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Em Lisboa estudou leis na Universidade e foi amigo de Bernardim Ribeiro. O Cancioneiro Geral de 1516 já inclui poemas seus, embora ainda compostos de acordo com os cânones tardo-medievais (medida antiga). Vive em Itália, de 1521 a 1526, tomando contacto com os grandes vultos do renascimento e com as novas ideias. É na sequência desta viagem que leva a cabo uma pequena revolução poética, introduzindo o decassílabo italiano, os sonetos, tercetos e oitavas, bem como novos géneros: canção, écloga, elegia, etc. Traz, ainda, para Portugal o teatro de inspiração clássica. Postumamente (1595) seria, ainda, editado o livro «Obras».

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Figura destacada do renascimento literário em Portugal influenciou decisivamente escritores como Diogo Bernardes e Pêro Andrade de Caminha, tendo, de alguma forma, precedido Camões.

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Abandonada a vida da corte, retira-se para o Minho, fixando-se, inicialmente, em Duas Igrejas, nas margens do rio Neiva. Aí escreveu o essencial da sua obra, circunstância pela qual ficou conhecido como o «poeta do Neiva». Mais tarde, em 1530, casa com D. Briolanja de Azevedo, filha de Francisco Machado e D. Joana Azevedo, da família da poderosa Casa de Castro em Carrazedo, Amares. A mulher de Sá de Miranda era irmã de D. Manuel Machado de Azevedo, senhor do solar-torre do Castro. A sua linhagem remontava a Pedro Martins, filho do herói da tomada de Lisboa aos mouros, Martim Moniz. Com torre quadrada e ameada, provavelmente do séc. XV, a Casa de Castro é outra das referências do património de Amares.

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Quatro anos depois o poeta compra uma quinta no limite nascente da Freguesia de Fiscal, onde manda construir uma casa solarenga e uma capela. Aos poucos, foi adquirindo as propriedades limítrofes, acabando por ficar com uma quinta de grandes dimensões que mandou murar. Nascia, assim, a Quinta da Tapada. Posteriores alterações nos séculos XVII e XVIII deram-lhe um aspecto próximo do actual. A Casa da Tapada foi declarada imóvel de interesse público em 1977.

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Francisco Sá de Miranda foi sepultado em Carrazedo, nos arredores da Tapada. O seu túmulo pode ser visto no interior da capela anexa à igreja paroquial. De raiz medieval, foi reconstruída em 1750, estando classificada como imóvel de interesse público.
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A referência mais importante aos primórdios da Casa da Tapada, com quinta e bosque, foi a sua aquisição por Sá de Miranda, segundo uma das versões entre 1532 e 1534.

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Poeta filósofo, abandona a corte de Lisboa e vem para o Minho no século XVI. Passa a ser lavrador, que fidalgo já era. Dedica-se à vitivinicultura. Espécie de premonição do que se viria a passar na Casa da Tapada, no séc. XX.

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Há a certeza da sua presença em 1536, ano do seu casamento com D. Briolanja de Azevedo, irmã do seu vizinho, Manuel Machado de Azevedo, fidalgo de uma das famílias mais nobres do Minho. Aqui viveu e aqui escreveu a parte mais importante da sua grande obra poética.

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«Haí se recolheu à sombra dos bosques com 40 annos, em boa condição de saúde, mas já encanecido (…) a Quinta da Tapada ficou sendo o templo das musas, cujos oráculos e revelações eram escutados com maior respeito pelos poetas mais distintos da nova geração (…) que brevemente determinaram a nova renascença da poesia portuguesa».

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As visitas representavam o movimento artístico da época. Francisco de Holanda, o notável artista, quando andou pelo norte do país, levou ao poeta lembranças de Itália.

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Conforme descrição oitocentista, a situação da casa é idílica e reina ali o mais profundo silêncio. Fica colocada na encosta de uma colina com vistas desafogadas. A ala direita é do séc. XVIII. Contornando-a encontra-se um tanque, com um jorro de água que sai de uma carranca de pedra ao estilo do mesmo século. Uma escultura que se supõe ter estado junto do tanque está, agora, em frente à casa e representa Santiago em luta com os mouros. Dúvidas persistem sobra a sua origem que reportam, uns ao séc. XII e outros ao séc. XVII. De qualquer forma a obra mais antiga deste conjunto é a capela, de 1615.

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Tem data de 1615, conforme consta da inscrição no granito da sua porta: «ESTA CAPELA MANDOV FAZER FRCº DE SAA DE MENEZES 1615». D. Francisco de Menezes foi o primeiro neto do poeta Sá de Miranda e nesta mesma capela foi sepultado no ano de 1633. A capela é uma construção sólida de granito, com uma bonita vista sobre a vinha da quinta. Sobre a entrada vê-se o brasão da família.

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Dentro, além do altar-mor, existem dois outros colaterais, ambos exemplos curiosos de um barroco com influências que se dizem ser de origem brasileira. As cores utilizadas são raras, com predominância do branco e tons quentes de verde e azul.

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FONTE: Casa da Tapada

14 Comentários

  1. Bom dia,

    Tomei a liberdade de lhes enviar uma amostra do que faço de melhor (Cozinhar). Um bom prato só agradará ao cliente, quando acompanhado por um vinho de excelência como os produzidos pela vossa quinta.

    Caso pretendam uma parceria comigo, não esitem em contactar-me.

    Desejo-lhes o maior sucesso,

    Chef Lemos

    924274846

  2. Boa tarde ,tenho tentado contactar pelos telefones que estao na net e nao consigo ligar com a quinta nem pelo fixo ,nem pelos moveis agradecia se possivel me contactarem para 913276242 . agradeço margarida szabo.

  3. Ainda tem o Brasão da familia sottomayor na casa principal?

    1. Creio que sim, mas julgo que a melhor resposta virá com certeza através dos contactos das casas que deixo nos artigos. Cumprimentos. Jorge

  4. ola , eu sou natural de Caldelas mas vivo na Alemanha aonde dirijo um pequeno Restaurante Portugues.
    Apenas gostaria de saber como poderia adequerir aqui esses vinhos .
    obrigado

  5. Aproveito para também referir que essa reclamação deverá ser feita junto da respectiva superfície. Como em muitas coisas no nosso quotidiano, devem ser precisamente conservados os respectivos comprovativos ou provas de compra!!

  6. acabei de reenviar, para os vossos endereços electrónicos, a seguinte mensagem:
    “Boa tarde

    Sendo consumidor regular de vinhos espumantes, entre eles o vosso Super Reserva Casa da Tapada, confrontei-me recentemente com o facto de que duas garrafas, adquiridas numa grande superfície, das quais naturalmente não guardei o talão de compra, se revelarem impróprias para consumo. Uma, que tinha oferecido a um amigo, e a outra que abri após o meu amigo ter referido que a dele estava imprópria, revelaram-se com uma cor muito mais escura, pouco gasificadas e com um sabor bastante azedo.
    Não podendo solicitar a reposição das garrafas junto da grande superfície, por falta de comprovativo de compra, venho por este meio solicitar a vossa melhor atenção para este facto, não só por representar, se se verificar em outros lotes, algo de pouco positivo para a vossa imagem, como pelo facto de o meu investimento não ter sido propriamente negligenciável, cerca de 26 a 30 euros.

    Sem outro assunto, os meus melhores cumprimentos

    José Alberto Rodrigues”

    Esta mensagem foi enviada várias vezes, sendo sempre devovida pelo vosso “correio”.
    espero que deste modo ne consiga fazer “ouvir”.

    Cumprimentos

    José Alberto Rodrigues

    1. Caro José Rodrigues, efectivamente quaisquer produtores estão sujeitos a estes lamentáveis precalços. No entanto, e no tempo em que comercializei vinhos, confrontei-me com uma total prepotência dos compradores em providenciar espaços em condições de armazenamento, que conforme será do seu conhecimento é fundamental para a conservação tanto do vinho, como acima de tudo da rolha, que com calores e humidades excessivas, poderá transmitir aquele gosto extremamente ocre e desagradável, como fazer com que a mesma perca algumas propriedades vedantes. Assim sendo, agradeço a sua observação que eu próprio também irei encaminhar ao produtor, dado que já tirei garrafas do mesmo em perfeitas condições. Cumprimentos. Jorge Cipriano

    1. Está sempre a tempo de visitar. Aproveite bem a reforma. Há muito Portugal que vale a pena e aguarda a sua visita. Um abraço. Jorge

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