Douro

CIDADE DE LAMEGO

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Lamego – Raízes Históricas

Perde-se na bruma do tempo a origem de LAMEGO. Segundo o autor Pina Manique e Albuquerque citado pelo historiador Gonçalves da Costa (1977, p. 45, vol.1), ” o topónimo “Lamego” compõe-se dum radical lígure ou ambro-ilírio Lam, e o sufixo aecus, revelador dum gentílico. Lamaecus era, pois, o nome dum possessor dum fundo agrário hispano-romano, insituído no séc. III junto ao burgo que se ia desenvolvendo à roda do castelo…”

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Em tempos remotos habitaram esta região Lígures e Túrdulos que, na fusão com os Iberos, deram Lusitanos. Durante a presença romana, a região de Lamego era habitada pelos Coilarnos, como testemunham  vários achados arqueológicos como aras, estelas, cipos e outros monumentos.

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Pela localização do castelo, apenas acessível por poente, tudo leva a crer que lá houvesse um castro. As Inquirições Afonsinas (século XIII) citam o Castro de Lameco como sinónimo de uma fortificação medieval. Destruída pelos romanos, os habitantes tiveram que descer dos seus abrigos alcantilados para se dedicarem ao cultivo das terras, influenciados pela civilização de Roma. Lamego torna-se cristã quando o rei dos Visigodos Recaredo I se converte ao Cristianismo. Em 570, no Concílio de Lugo, aparece-nos referenciado Sardinário como Bispo de Lamego.

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O rei visigodo Sisebuto, durante o seu reinado entre o ano de 612 e 621, cunha aqui moeda, o que atesta bem da importância comercial, cultural e histórica de Lamego.

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Seguem-se tempos alternativos de paz e guerra. Ora cristã, ora árabe, mudou de mãos várias vezes até que Fernando Magno de Leão a conquistou definitivamente em 29 de Novembro de 1057. Perdeu entretanto a sede de diocese, sendo esta restaurada em 1071.

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Em 1128, no alvor da nacionalidade, o aio do nosso primeiro rei, D. Egas Moniz, tem a tenência de Lamego e residência em Britiande, ficando senhor de Riba–Douro, entre o Paiva e o Távora, alcançando ainda terras de Côa.

Em 1191 D. Sancho I concedeu-lhe carta de couto. Lamego foi crescendo à volta de dois polos: Sé e Castelo. Em 1290, D. Dinis deu carta de feira à cidade (Viterbo, 1962), chegando a vir mercadores de Castela e de Granada, comercializando as especiarias e os tecidos orientais.

Durante o séc. XV fruiu as vantagens de uma situação privilegiada, numa das mais concorridas vias de trânsito do Ocidente da Península, ligando as cidades de Além-Douro, Braga e Guimarães, por Alcântara e Mérida a Córdova e a Sevilha. Rota preferida na Romagem a Compostela (Albuquerque, 1986). No entanto, dois importantes acontecimentos fizeram mudar completamente a vida económica e social desta região: a conquista de Granada que lançou fora da Península os últimos mouros, levando consigo o ânimo comercial; e a descoberta do caminho marítimo para a Índia, enfraquecendo  todo o comércio de Lamego.

D. Manuel  outorgou-lhe foral novo em 1514. Ainda durante o séc. XVI é nomeado bispo de Lamego D. Manuel de Noronha, um dos mais notáveis prelados de Lamego. Ocupando a mitra durante dezoito anos, foi apelidado “o grande construtor” e é com ele que começa verdadeiramente o culto a Nossa Senhora dos Remédios.

Nos séculos XVII e XVIII começam a ser construídos, em Lamego, os solares, a que não é certamente alheio o incremento do comércio do vinho generoso do Douro e a proteccão que lhe foi dada pelo Marquês de Pombal com a criação da Região Demarcada do Douro e Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro.

Na segunda metade do século XIX, sob a presidência do Visconde Guedes Teixeira, Lamego conhece o caminho da modernização com a abertura de novas avenidas, ainda hoje consideradas as mais importantes da cidade.

Em 1835, Lamego foi capital de distrito mas haveria de a perder em favor de Viseu, pelo decreto de Dezembro desse mesmo ano, criado pelo ministro do reino, Luís Mouzinho de Albuquerque. Em 1919, com a tentativa de restauração monárquica, Lamego tem de novo a sede efémera de capital de Distrito, por apenas vinte e quatro dias (Almeida, 1968).

Já após a implantação da República e sob a presidência de Alfredo de Sousa, Lamego conhece novo surto de desenvolvimento, sendo nessa altura coberto o rio Coura, que até então passava a descoberto pela baixa da cidade.

Lamego é um importante e incontornável centro histórico e cultural do Douro, e por isso convido-o para um Encontro com a HISTÓRIA.

Castelo de Lamego e Cisterna

Sobre a antiguidade do Castelo de Lamego, quase todos os autores consultados referem que o castelo “é obra de mouros” e anterior à fundação da nacionalidade.

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Do primitivo, apenas subsistem a torre de menagem (séc. XII), parte da velha muralha e a cisterna (séc. XIII).

A torre de menagem, com cerca de vinte metros de altura, é de planta quadrangular e tem nas suas faces frestas de iluminação, algumas alteradas no século XVI para serem transformadas em janelas, por ordem do último conde de Marialva, D. Francisco Coutinho, talvez com o intuito de dar à torre uma função habitacional. Possui praça de armas em forma de hexágono irregular, cuja muralha, com cerca de noventa metros de perímetro, é dotada de adarve, acessível pelo lado norte por um lanço de escadas.

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A cisterna, situada extra-muros da praça de armas, é de silharia rectangular e abobadada, com ogiva nervada sustentada por largas cintas apoiadas em pilares. Com cerca de vinte metros de comprimento e dez de largura, é considerada “um dos melhores exemplares das cisternas dos castelos portugueses” (Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais cit. Laranjo, 1994, p.52).

Entre 1939 e 1940, quando se celebravam os centenários da Fundação e Restauração da nacionalidade, o castelo foi alvo de restauros, vindo as sineiras e os sinos que existiam no alto da torre a ser retiradas para lhe acrescentarem as ameias.

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O acesso ao velho burgo faz-se através de dois pórticos abertos na muralha. Quem entra pelo lado norte passa pelo arco chamado “Porta dos Figos ou dos Fogos”, também já chamada “Porta da Vila ou do Aguião”, enquanto que a porta no lado oposto se denomina “Porta do Sol”. Junto a esta última encontramos uma interessante casa brasonada que pertenceu à Ordem de Cister e mais tarde veio a ser casa da roda.

No lado norte ainda existe a Casa da Torre, que está a servir de sede do Corpo Nacional de Escutas. Neste edifício funcionou a Câmara Municipal até 1834, altura em que se mudou para a Casa da Relação (actual Paço do Bispo).

A meio da Rua do Castelo podemos ver a capela da Senhora do Socorro, em cuja parede exterior se encontra um interessante painel de azulejos com a inscrição “N. S. do Coro 1671”. Perto desta existia outra capela de invocação a S. Salvador, onde teria sido a primitiva Sé.

O Castelo é classificado Monumento Nacional pelo Decreto de 16 de Junho de 1910.

Classificação: MN – Monumento Nacional.

Localização: erigido na parte mais alta da cidade, a 543 metros de altitude

Sé Catedral

Torre

É uma construção românica, até à altura dos sinos (séc. XII-XIII), possuindo frestas interessantes do mesmo período, com especial destaque para a notável fresta que se abre do lado nascente (ver Tesouros Artísticos). A parte cimeira é já obra do séc. XVI, da iniciativa do bispo D. Manuel de Noronha que ali deixou gravada a sua pedra de armas. A Torre serviu de cadeia por muito tempo, até que o Bispo D. Frei Feliciano de Nossa Senhora  resolveu retirar o cárcere, “tenebroso, que mais parecia sepultura de mortos” (Azevedo, 1877).

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Frontaria

Na fachada, podem admirar-se três notáveis pórticos de arquivoltas múltiplas, magnificamente lavrados no granito, obra dos finais do gótico flamejante, notando-se nos dois laterais já influência do período renascentista (ver Tesouros Artísticos). As portas robustas e almofadadas, são valiosos exemplares da marcenaria portuguesa.

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Interior

O corpo principal está dividido em três naves, correspondendo cada uma à sua porta de entrada, avultando nas abóbadas as coloridas pinturas de Nicolau Nasoni, executadas entre 1737 e 1738, representando passagens do antigo Testamento (ver Tesouros Artísticos).

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A capela-mor é ampla e grandiosa onde se pode ver, sobre o altar-mor, uma boa tela representando Nossa Senhora da Assunção.

A Capela do SS. mo Sacramento possui três magníficos altares de talha dourada da autoria de João Correia Lopes, construídos por volta de 1753. Cada um destes altares possui uma pintura em tela (séc. XVIII). Ainda nesta capela, merece especial atenção o riquíssimo frontal em prata cinzelada de fabrico portuense do séc. XVIII. A meio da nave norte conserva-se um púlpito de bela execução artística, obra de João Correia Monteiro (1762).

Coro – Alto

Podemos ali admirar uma magnífica escultura em madeira estofada do Senhor Jesus Crucificado (séc. XVIII) e ainda, nesta sala, uma imagem de Nossa Senhora da Conceição – escultura portuguesa em madeira estofada do século XVII. Encostada à grade do coro, sob um baldaquino de vistosa talha dourada, sustentado por quatro colunas, está o Cristo Crucificado, em madeira estofada (sé. XVIII). Na sala ao lado, sobreposta à nave da Epístola, existe uma bonita imagem de Nossa Senhora da Vitória, trabalho nacional em madeira estofada (séc. XVI).

Claustro

Concluído em 1557, apresenta quatro grupos de arcos do período de transição do gótico para o renascimento. Neste espaço, junto à arcaria do lado nascente, existem duas capelas mandadas construir pelo bispo D. Manuel de Noronha, no século XVI, uma de invocação a S. Nicolau e outra a Santo António.

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Estas capelas apresentam altares de boa talha sendo as paredes laterais da capela de S. Nicolau revestidas de magníficos painéis cerâmicos (séc. XVIII) referentes a S. Nicolau. Ambas possuem admiráveis portões em ferro forjado, da melhor serralharia portuguesa.

Classificação: MN – Monumento Nacional

Localização: centro histórico de Lamego

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Santuário de Nossa Senhora dos Remédios

No local onde foi erigida a capela–mor de Nossa Senhora dos Remédios existia uma pequena ermida, mandada construir pelo bispo D. Durando, em 1361, dedicada a Santo Estêvão.

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Em 1568, o bispo de Lamego D. Manuel de Noronha autorizou a demolição da velha ermida e, no local onde actualmente se situa o Pátio dos Reis, mandou erguer outra sob invocação de Nossa Senhora dos Remédios. Esta capela acabou por ser também demolida para se erguer o actual Santuário, cuja primeira pedra foi assente em 1750, por iniciativa do cónego José Pinto Teixeira.

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O edifício do Santuário é uma construção em estilo barroco toda trabalhada em granito, deslumbrando pela elegância do estilo, imposta pela criatividade do autor do projecto que se acredita ter sido Nicolau Nasoni.

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A talha é setecentista. O retábulo da capela-mor atrai pelo seu emolduramento, constituindo um quadro original dentro dos entalhamentos portugueses, no centro do qual se encontra a Imagem de Nossa Senhora dos Remédios. De salientar, igualmente, os altares laterais de S. Joaquim e de Santa Ana. Ainda, no interior do templo, podem admirar-se belos painéis de azulejos, bem como interessantes vitrais que enriquecem as paredes do corpo principal e da capela-mor.

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O frontispício do Santuário é a parte mais admirável de todo o edifício, fascinando todos os que se quedam a admirar o fulgor e génio criativo ali patente. Todos os adornos, tão elegantemente refinados no granito, são admiráveis.

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No adro da igreja, do lado sul, existe uma harmoniosa fonte toda esculpida em granito da região, com desenho de Nicolau Nasoni, datada de 1738. (ver Fontanários).

Levantada sobre o patim, onde terminam os últimos degraus da escadaria, já no adro, em frente do templo, pode ver-se a cruz monolítica, de finíssimos ornamentos. O autor do livro “História do Culto de Nossa Senhora dos Remédios em Lamego”, do Cónego José Marrana – obra incontornável e de indispensável consulta para quem melhor quer conhecer o Santuário, Escadório e Parque dos Remédios – considera esta peça “a coroa maravilhosa de toda a obra da escadaria, que se impõe e domina pela delicadeza das suas linhas e da sua traça escultural”.

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As duas torres – com projecto do arquitecto Augusto de Matos Cid – iniciaram-se muito mais tarde. A do lado sul começou a ser construída em 1880, vindo a torre do lado norte a concluir-se apenas em 1905.

A escadaria iniciou-se em 1777 mas as obras só vieram a terminar no século XX.

O quadro mais grandioso da escadaria é sem dúvida o denominado “Pátio dos Reis” – obra arquitectónica admirável, formada pela Fonte dos Gigantes, no centro da qual se eleva um esplêndido obelisco, com cerca de 15 metros de altura. Este pátio é rodeado de várias estátuas que representam os 18 últimos nomes da casa de David. Também notáveis são os dois pórticos que dão acesso lateral para este amplo terreiro. (ver Tesouros Artísticos)

De mencionar, também, o pátio de Nossa Senhora de Lurdes ou de Jesus Maria José, onde existe uma capela que o seu fundador dedicou à Sagrada Família. Mais tarde, a Irmandade mandou colocar ali a imagem de Nossa Senhora de Lurdes. Sobre a porta da bonita capela está o brasão do bispo D. Manuel de Vasconcelos Pereira, seu edificador.

Em frente desta capela encontra-se a fonte da Sereia, cujo nome advém do facto de ter a adorná-la uma escultura de um tritão montado num golfinho – figura que para o comum dos visitantes se assemelha a uma sereia. De referir ainda, na escadaria, a monumental Fonte do Pelicano em granito lavrado. Particularmente interessante nesta fonte é a escultura do pelicano (ver Fontanários).

A arborização do parque, a gruta, bem como o lago e ponte, foram encomendadas pela Irmandade à Companhia Hortícola do Porto em 1898. A gruta do fundo foi construída em 1910 por um artista de Arneirós.

O parque, cortado por várias veredas e com vários recantos com mesas para merendas, possui variadíssimas espécies de árvores, tais como: teixos, ciprestes, olaias, acácias, tílias, choupos, faias, carvalhos, eucaliptos, ulmeiros, medronheiros, castanheiros e tantas outras.

Classificação: IIP – Imóvel de Interesse Público

Casas e Brasões

Casa das Brolhas

Erigido em 1771 é um dos mais grandiosos edifícios solarengos de Lamego.

A sua frontaria chama atenção pelos ornamentos decorativos invulgares, lavrados no granito, onde sobressai o imponente portão e o magnífico brasão da família. O escudo está dividido em cinco partições, realçando-se os sinais heráldicos dos Osórios, Menezes (marqueses de Marialva) esquartelado, Castros à sinistra com treze arruelas.

É este edifício considerado imóvel de interesse público por despacho de 1975, sendo, a sua imponência, uma demonstração da prosperidade que a aristocracia detinha na região de Lamego no século XVIII.

À Casa das Brolhas pertenciam vários notáveis que estavam ligados à mais antiga nobreza de Portugal, como Macário de Castro da Fonseca e Sousa, par do reino, brilhante parlamentar nos primeiros tempos do regime constitucional, grande benemérito de Lamego, como o foi seu neto, Macário de Castro da Fonseca e Sousa Pereira Coutinho, também par do reino. Outros antepassados seus se assinalaram, como Manuel Pinto da Fonseca que veio a ser Grão-mestre da Ordem de Malta.

Classificação: IIP – Imóvel de Interesse Público

Localização: Rua Macário de Castro

Edifício do antigo Seminário

Teve a sua origem no Colégio de S. Nicolau, fundado pelo bispo de Lamego, D. Manuel de Noronha, cujo desejo seria ali fazer um futuro seminário. O colégio, porém, deixou de atender às necessidades da diocese e entrou em decadência.

Naquele mesmo local, o bispo D. João Binet Píncio fundou o seminário que ficou concluído em 1800 e ali funcionou até ao advento da República, altura em que foi ocupado pelo ”Distrito de Recrutamento e Reserva de Infantaria nº 9”.

O edifício sofreu obras de vulto já no século XX, ficando beneficiado pela subtracção de um terceiro piso, inestético e arruinado. Sob administração do exército, tem funcionado como messe de oficiais.

No portão de ferro está o brasão que pertenceu ao bispo D. António da Trindade de Vasconcelos Pereira de Melo. Este brasão é um belo trabalho de fundição em chumbo executado pelo serralheiro lamecense, Manuel de Almeida, e possui o chapéu representativo da dignidade de bispo, como tantos outros existentes em Lamego.

Segundo Correia de Azevedo (1974), este brasão apresenta um único senão: no quartel representado pela cruz de Cristo, devia existir a cruz florenciada dos Pereira, de acordo com o seu próprio apelido, e no primeiro, as três estrelas que designam o apelido Trindade, são uma ingénua fantasia de quem cuidou de mandar elaborar as peças do brasão, pois o apelido Trindade não figura nos armoriais portugueses. No segundo quartel estão representadas as armar dos Vasconcelos e no quarto as dos Melos.

Localização: Baixa de Lamego, em frente ao Palácio da Justiça.

Casa dos Serpas ou Casa de Santa Cruz

O palacete é uma peça setecentista, sendo os primeiros senhores da casa da família Leitão, de Fernão Vaz Ribeiro Leitão, que vivia em Lamego no final do século XVI. No século XVII é pertença de Simão Pereira Leitão Soares de Carvalho, cujos três últimos apelidos estão representados na pedra de armas.

A Casa dos Serpas manteve-se com denominação de Casa de Santa Cruz até 1844, quando a família Leitão se ligou à família de Serpa Pimentel pelo casamento.

Em 1860, há notícias de que quando o colégio do Padre Roseira saiu da Rua dos Fornos, foi para o solar da família de D. Vasco de Serpa em Santa Cruz, depois do colégio foi asilo de mendicidade. O Casão do RI 9 – a alfaiataria –  também funcionou nos baixos deste prédio brasonado. Os belos azulejos e os tectos pintados há muito haviam desaparecido.

Modestas famílias ocupavam o edifício… entretanto as chamas devoraram a Casa de Santa Cruz (Laranjo, 1989).

O incêndio, ocorrido em 1979, destruiu totalmente o solar, dele restando apenas os componentes em granito. O edifício permaneceu assim em ruínas durante alguns anos até ser magnificamente recuperado pelo Ministério da Justiça, para albergar os serviços de Registos Civil e Predial, Notariado e Tribunal de Trabalho.

A sua fachada principal, voltada para nascente, ostenta um brasão estilo rocaille, restaurado pela feliz intervenção a que já nos referimos.

Este brasão, esquartelado, possui no primeiro, de azul, estrela de oito pontas de ouro, no interior de crescentes de prata (Carvalho); no segundo, de prata, três faixas de vermelho (Leitão); no terceiro, de vermelho, torre de prata crivada de três setas de ouro de cada lado; no quarto, de vermelho, torre de prata (Soares). (Baeta Neves cit. Borges 1993).

Localização: Largo Dr. João de Almeida e  não longe da Igreja de Sta. Cruz

Casa dos Vilhenas

Solar do século XVIII. Sobressai na fachada o brasão, de execução artística notável. Este solar pertenceu à família dos Pereira Coutinho de Penedono.

Aqui já funcionou o Asilo de Infância Desvalida de Nª Senhora dos Remédios e a Escola Técnica. A Santa Casa de Misericórdia, proprietária do imóvel, aqui possui os serviços administrativos e o seu Museu.

O seu brasão, esquartelado, exibe as insígnias heráldicas dos Pereiras, no primeiro quartel; as dos Coutinhos, no segundo; no terceiro quartel as dos Vilhenas e no quarto, as dos Menezes.

Localização: Largo Dr. João de Almeida, não longe da Igreja de Santa Cruz

Casa das Mores

Palacete do Século XVII. Julga-se que a denominação “Mores” advém do facto de aqui terem residido alguns Capitães-Mores de Lamego.

Os últimos fidalgos que habitaram este solar foram os Osórios.

O edifício, embora deturpado ulteriormente, apresenta-se grandioso, de linhas simples mas correctas, com dois brasões expostos nos dois ângulos.

Ambos os brasões ostentam chapéus eclesiásticos. O do lado direito do edifício tem os sinais heráldicos dos Coelhos, enquanto que o do ângulo esquerdo, esquartelado, tem no primeiro e quarto quartéis os Botelhos (com menos uma banda), no segundo quartel os Monteiros e o terceiro, com três flores–de-lis, poderá representar os Guedes.

Em 1931 foi ali criado o Internato Académico de Lamego, a princípio misto e depois masculino. Posteriormente ali funcionou, por largos anos, a Casa de Saúde de Lamego, acabando por encerrar. Há poucos anos o solar foi adquirido por particular para ali instalar escritórios.

Localização: Rua Macário de Castro, e  não longe da Sé

Casa do Espírito Santo

Este solar, de linhas singelas e sem grandes pormenores decorativos, foi construído na segunda metade do século XVII, pelo deão da Sé de Lamego, D. Luís da Cunha Guedes.

Sobressaem dois brasões nos dois cunhais da casa, cujas insígnias armoriais pertencem à família do fundador, ambos dotados de chapéu eclesiástico com borlas. O brasão do lado da Avenida Visconde Guedes Teixeira tem as insígnias dos Cunhas e Guedes e o do lado esquerdo do edifício possui as armas armoriais dos Botelhos e Magalhães.

Neste edifício está instalado o Clube Lamecense desde 1912. O rés-do-chão foi por largos anos ocupado por alguns estabelecimentos comerciais mas desde 1974 que ali funciona uma agência bancária.

De pertença também da família da Casa do Espírito Santo, a que mais tarde se juntou a família Vasconcelos, pertenceu o outro edifício que confronta com a rua dos Loureiros e com a rua das Canastras, cuja pedra de armas constitui um belo trabalho e que tem os sinais heráldicos dos Guedes, Vasconcelos, Botelhos e Fonsecas. Este último edifício brasonado foi legado a uma instituição de beneficência pelo último herdeiro dos Vasconcelos, Dr. Vasco de Vasconcelos.

Localização: Largo do Espírito Santo, junto à Capela e Fonte do mesmo nome

Casa dos Pinheiros de Aragão

Construído no final do século XVII, o solar pertenceu à nobre família dos Pinheiro de Aragão.

Em 1885, João Pinheiro de Aragão alugou-o à Câmara de Lamego para instalação do Liceu, mas só em 1892 o edifício seria definitivamente comprado pela Câmara.

“A Câmara comprou, por 14 contos, à família Pinheiro Aragão, o solar da rua Marquês de Pombal, em frente à igreja da Graça” (Mesquita, 1943, p.76). Sinais dos novos tempos, a decadência da velha aristocracia era tal que tinha que vender os seus solares, outrora faustosos!

O Liceu aqui permaneceu até 1936. Quando foi transferido para o novo edifício, a edilidade voltou a tomar posse do solar.

Mais tarde, ali foi aquartelada a Polícia de Segurança Pública. O edifício alberga actualmente um Centro Dia para idosos (APITIL) e serviços técnicos (G.A.T).

A pedra de armas que adorna o portão principal exibe, no primeiro quartel, os sinais armoriais dos  Aragões; no segundo, os dos Pinheiros; Salzedas no terceiro e no quarto, os sinais dos Pintos.

Localização: Rua Marquês de Pombal em frente à Igreja da Graça

Casa do Visconde de Arneiros ou Casa dos Pinheiros

Este magnífico palacete é um dos mais antigos edifícios brasonados de Lamego.

Pertenceu este edifício ao primeiro Visconde de Arneirós, de seu nome António Pinheiro da Fonseca Osório Vieira e Silva, bacharel formado em direito, fidalgo cavaleiro por sucessão, vindo a ocupar vários cargos importantes (deputado da nação em várias legislaturas, provedor da Santa Casa de Misericórdia, vereador e Presidente da Câmara Municipal de Lamego e Presidente da Junta distrital).

Por morte do último visconde de Arneiros, esta Casa passou para a posse da família Girão (Azevedo, 1974).

O edifício, segundo João Amaral (1961),  primitivamente possuia uma correcta e muito apreciável arquitectura, mas ficou bastante prejudicado com o acrescentamento de um segundo andar… Possui um brasão que constitui um excelente trabalho esculpido em granito, ostentando as insígnias armoriais dos Pinheiros e dos Fonsecas.

O edifício foi adquirido por particular há poucos anos. Funcionou ali, por algum tempo, o Centro de Saúde de Lamego, mas hoje a casa é ocupada por escritórios de advogados.

Localização: fundo da Rua da Pereira, não longe da Sé Catedral

Casa do Poço

Esta Casa pertenceu a famílias de elevada nobreza. Embora sofresse modificações que, ao longo dos tempos, lhe alteraram a traça original, o edifício tem alguns elementos que lhe conferem alguma importância.

Possui duas janelas notáveis voltadas para a estreita rua dos Loureiros, sendo estas dois exemplares primorosamente lavrados em granito, mas com elementos de épocas distantes: o balcão e os enquadramentos pertencem à primitiva traça (séculos XII- XIII), sendo os arcos e as colunas obra do séc. XVI. (ver Tesouros Artísticos)

O solar possuía mais brasões, estando dois no Museu de Lamego. Actualmente, no corpo voltado para a Sé, existem dois: um em granito, na fachada principal e outro, em ferro, a encimar o portão forjado que dá acesso ao pátio de entrada. Ambos são esquartelados e possuem os emblemas heráldicos dos Rebelos, Carvalhos, Portugais (modernos) e Pintos.

O edifício foi objecto de reconstrução no século XVIII. Foi adquirido pela diocese em 1921 e o Seminário ali funcionou até 1961, altura em que foi inaugurado o Seminário Novo no Lugar da Rina.

Após profundas obras de remodelação, em 15 de Novembro de 2008, foram ali inaugurados novos espaços destinados as exposições de Arte Sacra e Arquivo Histórico Diocesano.

Localização: em frente à Sé, fazendo ângulo com a Rua dos Loureiros

Antigo Paço do Bispo (actual edifício do Museu de Lamego)

O edifício é um dos mais esplendorosos palácios brasonados de Lamego. Com uma frontaria ampla voltada para a escadaria e Santuário de Nossa Senhora dos Remédios, esta edificação, antigo paço episcopal da cidade, foi objecto de ampla remodelação entre 1772 e 1786, empreendida pelo bispo D. Manuel de Vasconcelos Pereira. Na sua fachada principal, composta por três corpos divididos por pilastras lisas de granito, ressaltam belas janelas bem características de um estilo fantasioso da época, possuindo as dos corpos laterais dois extensos varandins de pedra.

Contrastando harmoniosamente com a brancura do pano central, sobressaem quatro belas janelas engalanadas com touca e avental de granito, destituídas de varandim, abrindo-se na parte central o portal de entrada que sustenta, esplendidamente, o brasão do bispo, D. Manuel de Vasconcelos Pereira, ostentando as insígnias heráldicas dos Pereiras, de Rodrigo Forjaz com uma cruz de prata e dos Vasconcelos, com três faixas.

Com o advento da revolução republicana de 1910, o edifício foi expropriado para instalação de vários serviços públicos. Em 1917, aí se instalou o Museu de Lamego, graças ao trabalho notável desenvolvido pelo artista lamecense João Amaral, que aqui reuniu o seu espólio principal. Sofreu obras de restauro nas décadas de trinta e cinquenta. Em 1964, com a saída da Biblioteca Municipal e em 1968, com a saída da Guarda Nacional Republicana que ocupava o corpo sul, ficou o edifício totalmente ocupado pelo Museu.

O museu possui, actualmente, em exposição permanente: secções de pintura, tapeçaria, paramentaria, escultura, ourivesaria, cerâmica, azulejaria, arqueologia, capelas e altares, viaturas e mobiliário. Cronologicamente, abrange o período que vai desde a presença romana até aos nossos dias, com realce para o período da renascença, onde se destacam as tapeçarias flamengas e a pintura de Vasco Fernandes. (ver Tesouros Artísticos)

Localização: Baixa de Lamego e não longe  da Sé

Paço do Bispo (antiga Casa de Almacave)

Este palacete, do Século XVIII, era conhecido por Casa de Almacave. Serviu de tribunal da cidade durante muito tempo e “desde 1828 até 1838 (informou o erudito Dr. Pedro Augusto Ferreira) foi o maior depósito de presos políticos, depois da Praça de Almeida e do Castelo de S. Julião da Barra (Amaral, 1961).

Durante o cerco da cidade do Porto pelas forças miguelistas, entre 1832 e 1833, funcionou neste edifício o Tribunal da Relação.

O palacete viria a ser comprado, restaurado e habitado por Melchior Pereira Coutinho de Vilhena, ficando, por sua morte, a pertencer a suas sobrinhas que, por falecimento destas ficou, por doação testamentária, para propriedade do bispado de Lamego, onde veio a ser instalado o Paço Episcopal.

Também neste palacete chegou a funcionar, embora temporariamente, o clube Visconde Guedes Teixeira, o Quartel-General e a Escola Primária Superior (1920-1926).

O brasão que ornamenta o seu frontispício é um belo trabalho artístico, esquartelado, onde se notam os sinais heráldicos dos Portugais (antigo); Pintos nos segundo e terceiro quartel; e Botelhos.

Localização: Rua das Cortes, junto à Igreja de Almacave

Casa do Assento ou Solar dos Padilhas

O Palacete foi habitado, pelo menos por algum tempo, pela nobre família dos Padilhas, mas a sua construção deve-se a outras famílias, conforme demonstram as insígnias armoriais lavradas no brasão.

À semelhança do que aconteceu com quase todos os palacetes de Lamego, também este edifício foi alvo de algumas modificações, embora a sua arquitectura tenha ainda algumas marcas renascentistas. A construção foi inspirada na traça existente na casa cabidoal da Sé de Lamego.

Possui este belo Palacete um dos mais apreciáveis tectos que se podem ver em casas solarengas.

O seu brasão é esquartelado e exibe os emblemas heráldicos dos Pintos, dos Coutinhos, dos Tavares e Vilhenas.

O Banco Nacional Ultramarino esteve aqui instalado durante várias décadas mas a partir dos anos oitenta a Região de Turismo Douro Sul ocupou o imóvel para instalação dos seus serviços.

Localização: Largo da Regueira, nas traseiras da Rua da Olaria – (actual sede da Região de Turismo)

Casa dos Loureiros ou dos condes de Alpendurada

Na estreita Rua dos Loureiros deparamos com o esplêndido palacete dos viscondes e condes de Alpendurada – uma edificação dos finais do século XVIII.

A pedra de armas é muitíssimo bem trabalhada e sem erros heráldicos, enobrecendo o conjunto deste magnífico solar.

As insígnias representadas na pedra de armas pertencem ao 2º conde de Alpendurada, João Baptista de Carvalho Pereira de Magalhães. Tem este escudo o campo dividido verticalmente em duas palas (partido em pala) e apresenta na primeira pala a cruz florenciada dos Pereiras e na segunda as armas dos Rochas.

O solar tem permanecido na posse da família Girão que tem fortes ligações à região de Lamego.

O brasão coberto de crepes é sinal de luto na família – uma tradição que se tem mantido.

Localização: Rua dos Loureiros, não longe da Sé.

Teatro Ribeiro Conceição

A primitiva construção remonta ao século XVII.

Aqui funcionou o Hospital da Misericórdia até 1892. Serviu depois como aquartelamento do exército até o edifício ser destruído por um incêndio em 1897. O edifício assim ficou, praticamente em escombros, durante 27 anos até que o comendador Ribeiro Conceição o comprou à Câmara para ali construir um belo Teatro que abriria as portas ao público na noite de 2 de Fevereiro de 1929.

A fachada original manteve-se, ostentando ainda uma pedra de armas com o escudo da coroa real portuguesa.

Até ser definitivamente encerrado ao público, no final do ano de 1987, o Cine Teatro Ribeiro Conceição proporcionou a várias gerações de lamecenses espectáculos tão diversos, como cinema, teatro, ópera, concertos, bailado, saraus variados, circo, etc.

O imóvel foi depois adquirido pela Câmara e no final de 2005 iniciaram-se as obras de reabilitação e modernização cujo custo total rondou os 6,2 milhões de euros.

A recuperação do Teatro, que contou com mais de dois milhões de euros de apoio financeiro da administração central, no âmbito do Programa Operacional da Cultura, só foi possível depois de a autarquia ter adquirido uma parcela do edifício setecentista que ainda era propriedade privada.

As obras consistiram na preservação da fachada e na decoração do interior, inspiradas na arquitectura das grandes salas de teatro italianas e, simultaneamente, dotando o teatro com moderno equipamento audiovisual.

Após vinte anos de abandono, a magnífica sala de espectáculos foi finalmente inaugurada em 23 de Fevereiro de 2008, numa cerimónia que contou com a presença do Presidente da República.

Classificação: IIP – Imóvel de Interesse Público

Localização: Na baixa da cidade, perto da Sé.

Colégio Imaculada Conceição

O solar é uma construção do século XVIII e foi mandado erigir pelo então cónego da Sé de Lamego, D. António Freire Gameiro Sousa, que mais tarde viria a ser nomeado bispo de Aveiro.

O Colégio da Imaculada foi fundado na rua dos Fornos, em Fevereiro de 1927. Inicialmente funcionou numa casa contígua ao antigo colégio de Santa Teresinha, ali existente. Em 1937, as Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição compraram o Colégio de Santa Teresinha a D. Antónia de Castro. O estabelecimento de ensino, destinado a meninas e sempre dirigido pelas Irmãs Franciscanas, foi mais tarde ampliado, chegando o internato a ultrapassar a 180 alunas, mantendo-se como um dos colégios mais prestigiados do país. Actualmente, é um  colégio misto e muito recentemente conheceu uma nova etapa da sua história ao ser adquirido por um particular.

A pedra de armas que se encontra sobre o portão pertence ao edificador do edifício. Este brasão, com borlas e chapéu eclesiástico, possui as insígnias dos Freires de Andrade e dos Sousas.

Existe um portão em ferro forjado, não longe da porta principal, que possui um brasão em chumbo fundido. Está verticalmente dividido em duas palas, tendo na dextra as armas dos Almeidas e à sinistra as dos Pereiras.

Localização: Rua dos Fornos

Casa dos Silveiras ou dos Viscondes de Guiães

Este solar é conhecido por antiga habitação dos Silveiras.

Embora o edifício já não tenha o antigo aspecto aristocrático que possuía, devido a sucessivas obras nele efectuadas, o solar ainda mantém alguns traços que fazem atrair a atenção daqueles que apreciam a arquitectura dos edifícios brasonados que marcaram os melhores tempos da velha aristocracia portuguesa.

No corpo mais extenso do edifício, voltado para a Sé, sobressai a sua bela pedra de armas, muitíssimo bem trabalhada.

O brasão esquartelado apresenta no primeiro quartel, os sinais heráldicos dos Teixeiras; no segundo, os sinais dos Borges; no terceiro quartel, os Coutinhos e as insígnias dos Carvalhos aparecem no quarto quartel.

Funcionou neste solar, durante vários anos, a já desaparecida Pensão Comércio. Posteriormente, o edifício foi adquirido e o seu interior foi profundamente remodelado para ali se instalar uma moderna residencial.
Os fundos são ocupados por comércio diverso.

Localização: Frente à fachada da Sé Catedral

Artesanato

Meias de lã; objectos em barro, nomeadamente barro preto; Cestas em vime, verga e outras; Cubas e tonéis, em miniatura, na arte de tanoaria; Socos de pau; Capas Serranas e croças; Mantas de farrapos; Chapéus de palha; Rendas de bilros e bordados; Colchas em lã e algodão; Móveis, a partir de qualquer material; Funis, almotolias e lamparinas, na arte da funilaria.

Gastronomia

Pratos Típicos: Bola de presunto; Trutas com presunto de churrasco; Presunto com azeitonas; Broa de Milho e Vinho; Cabrito assado com batatas assadas e arroz do forno; Coelho à Caçador; Coelho à Transmontana; Perdiz na Púcara; Lebre à Serrana; Queijinhos; Trigas-milhas; Carnes fumadas de porco, salpicão, chouriço, etc.

Doces: Peixinhos de gila; Doce de ovos; Tarte de maçã; Bolinhos pardos; Celestes; Bolinhos de amor; Pão-de-ló; Biscoito de Teixeira

Vinhos: Branco e tinto de mesa; Espumante natural Raposeira; Espumante natural Murganheira; Aguardente Murganheira.
A fama dos excelentes vinhos de Lamego remonta ao séc. XVI.

FONTE: CM Lamego

5 Comentários

  1. Foi bom lembrar os tempos que aí vivi em 1971, quando da minha especialidade militar “Operações especiais”; foram 3 meses …

  2. Sou descendente dos Mello (Lamego)e gostava de descobrir antecedentes.

    1. Sugiro procurar nas autarquias locais e acima de tudo nas paróquias. Nos tempos antigos nascia-se e os registos eram lá efectuados por alturas dos batizados. Cumps. Jorge

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