Há anos em que o Douro não sussurra, impõe-se. 2017 foi um desses anos. A recente declaração do Casa Ferreirinha Reserva Especial 2017 confirma aquilo que muitos já suspeitavam desde cedo. Estamos perante uma colheita que entra diretamente para a história dos grandes vinhos portugueses.
Com mais de um século de legado no Douro, a Casa Ferreirinha é uma referência absoluta quando falamos de vinhos de mesa de excelência. É uma casa que sempre soube respeitar o tempo, a terra e o carácter único de cada colheita. E quando decide declarar um Reserva Especial, fá-lo com o rigor e a exigência que o nome carrega, lado a lado com o mítico Barca Velha.
Um ano excecional no Douro Superior
A colheita de 2017 destacou-se desde os primeiros momentos pela sua identidade muito própria. No Douro Superior, onde nascem os grandes vinhos da Casa Ferreirinha, as condições climáticas permitiram maturações equilibradas, com enorme concentração, frescura e definição aromática. Não é apenas potência. É sobretudo harmonia.
Segundo Luís Sottomayor, enólogo responsável pelos vinhos da casa, o carácter do vinho revelou-se de forma clara desde o início. Um perfil elegante, sedutor, com uma naturalidade rara, que levou a equipa a assumir a responsabilidade de dar voz à verdade daquele ano. A decisão de declarar Reserva Especial nasce precisamente dessa convicção profunda, construída ao longo do tempo e da prova constante da evolução do vinho.
Reserva Especial. O que significa realmente
Um Reserva Especial não é apenas uma classificação superior. É uma afirmação de identidade. Significa que o vinho demonstrou, desde muito cedo, um potencial e uma personalidade que o distinguem claramente de um grande Reserva clássico. É um vinho que não precisa de excessos para impressionar. A elegância está no centro de tudo.
No caso do Casa Ferreirinha Reserva Especial 2017, falamos de um tinto com enorme capacidade de envelhecimento, mas já com uma precisão e equilíbrio que prometem prazer tanto hoje como daqui a muitos anos. É um vinho para guardar, mas também para compreender. Para provar com tempo, em silêncio, e com respeito pelo Douro.
Um marco para os vinhos portugueses
A chegada deste vinho ao mercado, prevista para o final do primeiro semestre, é um momento importante não só para a Casa Ferreirinha, mas para o vinho português como um todo. Reafirma a capacidade do Douro de produzir vinhos de classe mundial, consistentes, profundos e com identidade própria, sem concessões a modas ou atalhos.
Num país onde o vinho é cultura, história e território, colheitas como esta lembram-nos porque vale a pena falar de vinho português com orgulho. Porque há anos que não se repetem. E 2017 ficará, sem dúvida, como um desses anos grandes do Douro.
Se gostas de vinhos com alma, este é daqueles que merecem atenção. Hoje, amanhã e daqui a décadas.


