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VISITA À JOSÉ MARIA DA FONSECA

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Inserida nas IV Palestras de Outono ( seguir este link ), o Eng. Domingos Soares Franco quis proporcionar à classe de enólogos uma experiência na ótica do provador e, trocando as voltas ao programa que previa uma mesa redonda, foi mais além!

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Mostrou todo o Universo em Azeitão da José Maria da Fonseca. Um mundo autêntico. Na minha perespetiva, é algo inesquecível e inigualável.

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Que arrepio dá sentir todo o passado nos ombros e testemunho do eng. Domingos Soares Franco, que pegou na temática principal, o Moscatel Graúdo ou Moscatel de Setúbal ( ou ainda de Alexandria ), e levou os participantes a ver com a sua própria ótica o que realmente é e representa esta casta única e emblemática para a região!

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Toda a aventura de José Maria da Fonseca, matemático de formação e professor, iniciou-se em 1834, estamos passados quase dois séculos de história deste carismático produtor de vinhos de qualidade extrema. É oriundo de uma família natural de Viseu de onde veio.

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A propriedade ao todo tinha então mais de 2000 hectares. Atualmente, são perto de 930 hectares de vinha própria. Um mundo, portanto.


Adquir então a Casa da Periquita, onde plantou Castelão Francês e de onde sai a denominação alternativa da casta! Em 1850 chama-o de “O meu vinho Periquita“. A primeira marca Periquita sai para o mercado em 1940, sendo das primeiras em vinho de mesa nacionais.

Outra curiosidade tem a ver com o primeiro rosé português, de marca na altura “Faísca”. Sendo depois substituído por Lancers, nome que surge devido a uma obra de Diego Velasquez, “Las Lanças”, no pós-1ª Guerra Mundial.

Las Lanças - Quadro de Diego Velasques
Las Lanças – Quadro de Diego Velasques

Um outro dado muito importante da José Maria da Fonseca, reside no facto de na Quinta de Camarate estar plantada uma coleção de cepas que totaliza mais de 560 castas de uvas! Um registo assinalável, portanto.


A grande história do Moscatel Torna Viagem!

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Mais de um século constitui esta experiência única: alojar cascos de Moscatel de Setúbal nos porões dos navios que circundam os 7 mares pelo mundo fora!

Uma das grandes conclusões, é que a passagem pelos trópicos beneficia mais este ouro líquido que qualquer outra viagem! E o vinho beneficiava de sobremaneira. De tal forma que, e apenas em grandes colheitas, se aplica este método.
O Navio Escola Sagres alojou os cascos de Moscatel da José Maria da Fonseca em 2010, 2007 e 2000, este último ano para comemorar os 500 anos sobre o descobrimento do Brasil.
A comercialização destas edições, quando e como, está no segredo dos deuses.
A última experiência decorreu mais recentemente, em 2014, durou 3 meses, e o Navio aportou em Filadélfia, New Bedford e Boston. Pretende avaliar-se a influência maior ou menor do Equador no melhoramento da qualidade do Moscatel de Setúbal da José Maria da Fonseca.


A experiência única não podia acabar, sem que fosse proporcionado aos participantes, prova de Moscatel de Setúbal na magnífica e acolhedora sala de barricas da José Maria da Fonseca. A saber:

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  • Moscatel de Setúbal 2016 (em massas);
  • Alambre 2010;
  • Alambre Moscatel Rôxo 2010;
  • MOSCATEL SETÚBAL ARMAGNAC 2004 – COLECÇÃO PRIVADA DOMINGOS SOARES FRANCO
  • MOSCATEL DE SETÚBAL COGNAC 1999 – COLECÇÃO PRIVADA DOMINGOS SOARES FRANCO
  • ALAMBRE 40 ANOS
ALAMBRE MOSCATEL DE SETÚBAL 2010
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Todo o programa finalizou com um jantar oferecido aos participantes.

ALGUM PORTFOLIO DA JOSÉ MARIA DA FONSECA

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2 Comentários

  1. Parabéns pela reportagem ,mu muito bem redigida e ilustrada.

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