Alentejo triunfa nos “Melhores do Ano” de 2025 com vinho e produtor premiados.

O Triunfo do Terroir: Quando o Alentejo Reclama o Trono nos “Óscares” do Vinho

Não se trata apenas de uvas esmagadas e paciência em barricas; trata-se de uma paisagem que se deixa beber. No passado dia 7 de fevereiro, a Revista de Vinhos estendeu o tapete vermelho para celebrar o que há de mais vibrante na vitivinicultura portuguesa, e o Alentejo, com a sua calma expansiva e sol generoso, não apenas compareceu, ele dominou.

Entrar no universo do Cartuxa Reserva Tinto 2019 é como percorrer os corredores da Fundação Eugénio de Almeida: há uma gravidade histórica, uma complexidade que não grita, mas murmura segredos de um terroir único. Eleito o Melhor Vinho do Ano, este tinto é um monumento à precisão, capturando a alma da região numa garrafa que equilibra força e elegância com a destreza de um mestre de cerimónias.

Mas o vinho, como sabemos, é um organismo vivo que exige um guardião. A Herdade do Sobroso foi consagrada como Produtor do Ano, um reconhecimento que vai além do rótulo. É o prémio para uma visão estratégica que entende que o Alentejo é, simultaneamente, tradição ancestral, lembremo-nos que esta é uma das duas únicas regiões do mundo a manter o Vinho de Talha por dois milénios, e inovação sustentável.

Como bem notou Luís Sequeira, presidente da CVRA, estas distinções são o reflexo de uma “paixão que os nossos produtores colocam em cada garrafa”. O Alentejo hoje lidera o mercado nacional de vinhos certificados e seduz palatos de Londres a São Paulo, provando que a sua excelência não é um acidente, mas um destino.

Para quem procura a verdade no copo, o veredito de 2025 é claro: o Alentejo não está apenas na moda; ele é a fundação sobre a qual se constrói o futuro do vinho português.

O Triunfo do Terroir: Quando o Alentejo Reclama o Trono nos "Óscares" do Vinho

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