O Museu

O Museu Marítimo de Ílhavo, Aveiro, foi fundado por Américo Teles, a 8 de Agosto de 1937, tendo como vocação a exposição etnográfica e regional, destinada a divulgar a ligação entre a população ilhavense, o mar e a ria de Aveiro.

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A constituição deste museu, não foi fácil, tendo sido possível com o apoio da Associação dos Amigos do Museu Marítimo de Ílhavo, fundada igualmente por Américo Teles em Agosto de 1924, apesar de só ter sido oficialmente criado em Abril de 1941, este ainda prevalece na vida do museu.

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Apesar da sua antiga fundação, só em 2001, é que foram inauguradas as novas e actuais instalações do museu.

O diagrama do museu

O diagrama do museu

As 3 partes do museu

Neste museu existem três exposições principais, de cariz permanente, distribuídas por quatro salas distintas.

Na primeira, na Sala da Faina/Capitão Francisco Marques é possível encontrar uma exposição dedicada ao tema da pesca do bacalhau à linha com dóris, juntamente com a reconstituição do navio Faina Maior.

Esta exposição organiza-se em três espaços: ao centro encontra-se a um barco à escala real, uma reconstituição de um iate de pesca do bacalhau do início do séc. XX, cortado pelo convés.

Neste encontramos todos os materiais que eram necessários para a faina.

À direita, foram colocadas uma série de peças que fizeram parte do quotidiano dos tripulantes de veleiros portugueses entre os anos quarenta e sessenta.

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Por fim do lado esquerdo, representam-se os principais espaços do navio que ficam sob o convés, tais como sítios a bordo onde se comia, dormia e o porão de salga.

Esta exposição termina com a reconstituição de um estaleiro de dória, o barco usado pelos portugueses para a pesca do bacalhau até 1974, e uma maquete representando a área de seca do bacalhau da Figueira da Foz.

Ao longo de toda a exposição encontram-se passagens do livro de Allan Villers “A Campanha do Argus” assim como fotos deste autor.


Na sala da Ria, encontra-se uma exposição dedicada à faina agro-marítima da Ria de Aveiro, onde se encontram as embarcações tradicionais (destacando o Moliceiro), e onde se revelam os testemunhos de actividades económicas então quase desaparecidas nos dias de hoje, como é o caso da apanha do moliço, a extracção e o transporte do sal, as pescas artesanais típicas da laguna com artes adaptadas às espécies outrora mais prolíferas e ainda a construção artesanal de barcos de Ria, documentada através da recriação de um estaleiro pitoresco dos anos quarenta do século XX.


Na Sala dos Mares, dedicada à exposição permanente de uma colecção de modelos de embarcações que exprimem a diversidade do património marítimo fluvial português e a ligação dos ilhavenses ao mar.


Numa última exposição, a Sala das Conchas, encontra-se uma exposição de conchas doada ao museu por Pierre Delpeut em 1965.

Esta constitui a maior colecção de conchas do país, bem como uma colecção de algas marinhas colhidas e tratadas por Américo Teles, fundador do museu.

O museu contém ainda, espaços como a biblioteca, o arquivo, um auditório, uma cafetaria, uma loja e ainda um aquário dos bacalhaus.

O Aquário dos Bacalhaus !

O Aquário dos Bacalhaus do Museu Marítimo de Ílhavo foi inaugurado no dia 13 de Janeiro, no âmbito das comemorações do 75º aniversário do Museu Marítimo de Ílhavo, pela Câmara Municipal, com intuito de promover o município como a Capital Portuguesa do Bacalhau.

Este integrou-se num Programa de Regeneração Urbana do Centro Histórico de Ílhavo.

O aquário tem uma capacidade de 120 m3 de água salgada (criado artificialmente com sal medicinal de origem alemã de modo a aproximar às características do habitat natural), e uma temperatura média de 12ºC, sendo que a alimentação dos bacalhaus é assegurada pela Associação de Pesca Artesanal da Ria de Aveiro (APARA).

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Para a criação deste projecto, foi necessária a cooperação com o Museu Marítimo de Alesund, na Noruega, desde 2006.

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Esta cooperação permitiu ao Museu Marítimo de Ílhavo receber apoio técnico na elaboração e funcionamento e ainda os bacalhaus que se encontram no Aquário, de forma a cumprirem o objectivo de divulgar a história e cultura do Bacalhau.